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Segredo para todos

· Inaugurado o congresso da Penitenciaria sobre o sigilo confessional ·

O segredo confessional é inviolável. A Igreja não admite excepções em matéria e, aliás, já em 1988 adequou a sua normativa, incluindo na pena da excomunhão, cominada em caso de violação, também quem quer que utilize os novos instrumentos tecnológicos – como gravadores, microfones ou aparelhos electrónicos – para divulgar através dos meios de comunicação quanto proferido pelo confessor e pelo penitente. 

Entrou assim no âmago da questão o debate do congresso sobre o tema «O sigilo confessional e a privacy pastoral», promovido pela Penitenciaria apostólica a 12 e 13 de Novembro, no Palácio romano da Chancelaria.

Na saudação inicial o cardeal Mauro Piacenza, penitenciário-mor, quis sublinhar como é necessário «afastar imediatamente qualquer suspeita de que o sistema de segredo que o ordenamento eclesial», precisamente como qualquer ordenamento jurídico, «se atribui, vise cobrir tramas, conspirações ou mistérios, a que tende por vezes ingenuamente a opinião pública ou, mais facilmente, é sugestionada a acreditar». Em seguida, o purpurado explicou que «objectivo do segredo, tanto sacramental como extra-sacramental, é proteger a intimidade da pessoa, ou seja custodiar a presença de Deus no íntimo de cada homem». A este propósito, recordou que «grandes e saudáveis são os efeitos que com o segredo e o carácter confidencial se desejam proteger e preservar para salvaguardar a fama e a reputação de alguém ou respeitar direitos de indivíduos e de grupos».

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16 de Outubro de 2019

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