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Sacerdotes próximos das pessoas

· ​A seminaristas da Apulia o Papa indicou os quatro pilares da vida sacerdotal e falando aos agricultores católicos defendeu a biodiversidade ·

Próximo das pessoas assim como Jesus esteve perto dos homens: não há outro caminho para um sacerdote, exceto o da encarnação. Com um discurso improvisado, o Papa indicou o modo como deveria ser a vida de cada sacerdote. Recebendo na manhã de sábado, 10 de dezembro, a comunidade do Pontifício seminário regional da Apulia Pio XI de Molfetta, Francisco enumerou quatro pilares: a vida espiritual, a vida comunitária, a vida de estudo e a vida apostólica.

Com uma série de exemplos tirados também da experiência pessoal, o Papa respondeu à saudação do reitor, padre Gianni Caliandro. O qual – além de lhe ter transmitido a saudação do patriarca Bartolomeu, que recentemente visitou a Apulia – expressou os sentimentos dos presentes citando um desenho humorístico difundido no final do jubileu como comentário do convite a não fechar as portas da misericórdia. No desenho via-se o Papa que não conseguia fechar a porta santa porque um pé, o pé trespassado de Cristo, se punha sobre o limiar. «Nós – disse o reitor – desejamos ser sacramento dos pés do Senhor que impedem que as portas se fechem». Por sua vez, Francisco homenageou a cidade de Molfetta, de onde era originária irmã Bernadetta, a religiosa que por muitos anos foi a sua preciosa ajuda na Argentina: quando precisava de apoio na formação de algum jovem, Bergoglio dirigia-se a ela que «com a sabedoria das mães» sabia sempre dar o conselho certo. Depois, com o seu estilo simples e coloquial, o Pontífice traçou o perfil ideal de quem é chamado a servir a Igreja no sacerdócio: um sacerdote que chega cansado à noite, que sabe inflamar a vida pelos outros e não tem medo da pobreza.

Mas para estar próximo das pessoas como fez Jesus, afirmou o Pontífice, é necessário conhecê-lo. Por isso, convidou com insistência os futuros sacerdotes à oração diante do tabernáculo. E se o cansaço prevalecer, acrescentou, o sacerdote não se deve envergonhar nem sequer de se adormecer rezando, mas nunca descuide a relação pessoal com o Senhor. Diante do tabernáculo o sacerdote aprenderá inclusive outro elemento fundamental para cumprir bem a sua vida pastoral; a docilidade à ação do Espírito Santo. Só com ela, frisou o Papa, poder-se-á viver plenamente o próprio zelo apostólico e abraçar a alegria do serviço ao Senhor. Antes da fotografia de grupo com os seminaristas, o Pontífice deixou uma última imagem útil para compreender o estilo do seu trabalho. A do telefone que está na cabeceira do pároco, ligado a qualquer momento, porque o sacerdote deve estar sempre pronto a levantar-se para ir ter com as pessoas que têm necessidade dele.

Precedentemente, o Papa Francisco tinha encontrado com os participantes na reunião europeia da Associação internacional rural católica (Icra). No discurso que lhes dirigiu evidenciou que nos projetos de formação o organismo é justamente crítico «sobre o modelo orientado ao agribusiness», preferindo realçar «as necessidades reais, segundo as condições das pessoas e dos lugares. Isto – observou – permite evitar não só perdas e desperdícios na produção, mas também o recurso incauto a técnicas que, em nome de uma colheita abundante, podem eliminar a riqueza da biodiversidade». De resto – acrescentou ao texto preparado – não «se conhecem as consequências sobre a saúde humana». Isto deve fazer refletir sobretudo «quando vemos tantas assim chamadas “doenças raras” que não se sabe de onde provêm».

Discurso entregue aos seminaristas da Apulia

Discurso à Associação internacional rural católica

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24 de Outubro de 2019

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