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Riqueza surpreendente

· Conferência de imprensa do Papa Francisco durante o voo de retorno do México ·

O povo mexicano possui «uma riqueza tão grande, é um povo surpreendente». Tem «uma cultura milenar» e «é um povo de grande fé», mesmo «se sofreu perseguições religiosas». Resumindo, é um povo que «não se pode explicar» pela sua riqueza, história, alegria, capacidade de festa, não obstante as tragédias. O Papa Francisco sintetizou assim as suas impressões sobre a viagem ao México, respondendo às perguntas dos jornalistas na quarta-feira, 17 de fevereiro, no início do voo de retorno que na tarde de quinta-feira 18 o trouxe de volta para Roma.

Na habitual conferência de imprensa o Pontífice tratou diversos temas da atualidade. Mas voltou muitas vezes com o pensamento ao acolhimento recebido do povo mexicano, frisando também a sua unidade, que lhe permitiu «não falhar», «não se acabar com tantas guerras», como aconteceu noutros países. Disse que está convicto de que se este «povo tem ainda esta vitalidade», isto «só se explica com Guadalupe: Nossa Senhora está ali. Não encontro outra explicação». Neste mistério ligado à «Morenita – repetiu – reside o segredo para «compreender um pouco este povo tão grande, tão bom».

E interpelado precisamente sobre o seu momento de silenciosa oração diante da venerada imagem, realizado no final da tarde de sábado 13, o Papa explicou que invocou a intercessão da Virgem «pelo mundo, pela paz», enfim, por «muitas coisas»: tantas que – disse sorrindo – «a pobrezinha acabou com cabeça assim».

Francisco confidenciou também que «pediu perdão» e confiou a Nossa Senhora a esperança de «que a Igreja cresça sadia» e «que os sacerdotes sejam verdadeiros presbíteros, e as religiosas verdadeiras freiras, e os bispos verdadeiros prelados: como o Senhor os quer».

Quanto aos temas sociais ligados à realidade mexicana, em particular o drama dos desaparecidos, o Pontífice confirmou a sua atenção a este trágico fenómeno e convidou a reler os seus discursos para neles encontrar «referências contínuas aos assassinatos, às mortes, à vida tomada por todos estes bandos do narcotráfico, dos traficantes de seres humanos». De facto, garantiu «falei sobre estes problemas como de uma das chagas que o México está a sofrer».

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26 de Agosto de 2019

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