Nota

Este site utiliza cookies...
Os cookies são pequenos arquivos de texto que ajudam a melhorar a sua experiência de navegação no nosso site. Ao navegar em qualquer parte deste site você autoriza a utilização dos cookies. Poderá encontrar maiores informações sobre a policy dos cookies nas Condições de utilização.

A riqueza dos povos consiste no respeito pelo outro

· Inaugurando os trabalhos na Cidade do México o cardeal secretário de Estado faz votos por uma profunda mudança cultural e de mentalidade ·

É a verdadeira emergência que predomina no campo das migrações: o aumento exponencial de crianças que atravessam as fronteiras dos Estados sem acompanhantes adultos. Um fenómeno que representa um desafio a enfrentar com urgência, disse o cardeal secretário de Estado Pietro Parolin, a 14 de Julho, na Cidade do México, introduzindo os trabalhos do «Diálogo México-Santa Sé sobre mobilidade humana e desenvolvimento». O que preocupa sobretudo são os números publicados recentemente nos Estados Unidos relativos ao movimento de menores nas fronteiras com o México e outros países da América Central. Portanto, é absolutamente necessário «que se superem desconfianças antigas – disse o purpurado a este propósito – e se planifiquem finalmente estratégias comuns a nível sub-regional, regional e mundial que incluam todos os sectores da sociedade». O objectivo é a protecção e o acolhimento destas crianças, quer procurem fugir «da pobreza e da violência», quer atravessem as fronteiras «com a esperança de se unir aos seus familiares que já estão do outro lado», frisou o cardeal. De facto, o grande risco que correm é de acabar vítimas «de qualquer abuso ou desgraça».

Diante desta situação compreende-se como é urgente mudar mentalidade e tomar medidas adequadas. «Creio – disse – que no nosso mundo globalizado um aumento do intercâmbio comercial e financeiro entre as nações não inclui, de maneira automática, um melhoramento no nível de vida das populações, nem gera automaticamente maiores riquezas. Ao contrário, observamos que as nações, sobretudo as mais avançadas sob o ponto de vista económico e social, devem o próprio desenvolvimento em grande parte exactamente aos migrantes».

Edição em papel

 

AO VIVO

Praça De São Pedro

17 de Outubro de 2019

NOTÍCIAS RELACIONADAS