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Retorno do exílio

· Na audiência geral Francisco pediu que pais e mães retomem plenamente o seu papel educativo ·

O Papa lançou um novo apelo a favor dos cristãos perseguidos e convidou a rezar pelos católicos chineses

«É hora que os pais e as mães voltem do seu exílio – porque se auto-exilaram da educação dos filhos – e reassumam plenamente o seu papel educativo». Recomendou o Papa Francisco na audiência geral na manhã de quarta-feira, 20 de Maio. Prosseguindo com os numerosos fiéis presentes na praça de São Pedro as reflexões sobre o tema da família, o Pontífice fez votos por «que o Senhor conceda aos pais a graça de não se auto-exilarem da educação dos filhos». E isto só o podem fazer, explicou, «o amor, a ternura e a paciência».

Enriquecendo em grande parte o texto preparado com considerações tiradas inclusive da própria experiência pessoal, o Pontífice iniciou do pressuposto que os filhos devem ser educados com o exemplo. «Se vós, pais – afirmou – dizeis aos filhos: “Subamos por aquela escada” e lhes pegais pela mão e passo a passo os fazeis subir, tudo correrá bem. Mas se dizeis: “Sobe!”, isto chama-se exasperar os filhos, pedir aos filhos coisas que não são capazes de fazer». E frisou a necessidade de uma relação marcada pelo equilíbrio: «Filhos – foi a sua exortação – obedecei aos pais. E vós pais, não exaspereis os filhos, pedindo coisas que não podem fazer». Além disso o Papa denunciou o mau hábito de instrumentalizar as crianças nas discussões conjugais e, sobretudo, a ruptura «do pacto educativo entre família e sociedade, família e escola, porque a confiança recíproca foi ameaçada».

No final do encontro, como de costume, Francisco saudou os vários grupos de peregrinos provenientes de todas as partes do mundo. E lançou dois apelos pela China e pelos mártires cristãos do nosso tempo. No primeiro mencionou a festa de Maria Auxiliadora de 24 de Maio, que os católicos chineses celebram no santuário de Sheshan em Shangai. E pediu a Nossa Senhora que os ajude a «ser testemunhas críveis no meio do seu povo e a viver espiritualmente unidos com a rocha de Pedro». Através do segundo, uniu-se à proposta da Conferência episcopal italiana de rezar nas dioceses durante a vigília de Pentecostes pelos «irmãos e irmãs exilados ou assassinados pelo simples facto de serem cristãos», invocando que «se ponha fim a este crime inaceitável».

Catequese do Papa

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20 de Agosto de 2019

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