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Respostas urgentes a uma realidade dramática

· ​Os bispos brasileiros sobre os imigrantes da Venezuela ·

«Uma realidade cruel e desumana que exige respostas rápidas, eficazes e articuladas das Igrejas, do Estado e da sociedade em geral»: assim os bispos brasileiros descrevem as condições dos milhares de imigrantes venezuelanos — nos últimos dois meses chegaram cerca de vinte mil pessoas, ao ritmo de trezentos-quatrocentos por dia — que partem rumo ao Brasil, para fugir da grave crise financeira e social do seu país. Esta denúncia está contida na carta que a Comissão episcopal pastoral especial para enfrentar o tráfico humano escreveu na conclusão da «Missão Fronteira Venezuela», a visita realizada recentemente às cidades de Boa Vista e Pacaraima, no Estado de Roraima, norte do Brasil.

O documento, assinado pelo presidente da Comissão e bispo de Balsas, D. Enemésio Ângelo Lazzaris, denuncia situações preocupantes, como «longas filas de imigrantes e refugiados em busca de documentação, transportes, comida e trabalho; crianças subalimentadas, doentes, sem escola; jovens desempregados sem perspetivas futuras, expostos a todos os tipos de vulnerabilidade; mulheres vítimas de violência, exploração sexual e de trabalho; pessoas sem escrúpulos que se aproveitam da miséria dos irmãos imigrantes e refugiados para o trabalho, chegando a alterar o preço dos alimentos».

O Episcopado frisa também «a falta de políticas públicas básicas», relativas a «alimentação, saúde, higiene, segurança, educação», e exprimem profunda indignação diante da «ausência de esforços por parte dos poderes constituídos para dar respostas» ao problema.

No entanto, até nesta grave situação, D. Lazzaris constata «muitas iniciativas fraternas e solidárias de pessoas, famílias, grupos, igrejas e instituições da sociedade civil», assim como a ajuda de instituições internacionais e da Igreja local, que se dedicam ao serviço dos imigrantes e dos refugiados venezuelanos. De modo especial as comunidades eclesiais, nas suas múltiplas expressões (institutos religiosos, paróquias, agregações laicais), promovem atividades de acolhimento e apoio em prol dos venezuelanos. Mas tudo isto não é suficiente e, alertam os prelados, é necessária uma ação firme do Governo para tomar as medidas apropriadas na gestão de um fenómeno migratório de dimensões tão vastas.

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19 de Agosto de 2018

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