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Quero ouvir os jovens sem filtros

· No Chile o Papa falou sobre o próximo sínodo dos bispos e diante dos povos indígenas condenou a lógica da superioridade cultural ·

O Papa e a Igreja querem ouvir os jovens, que serão os protagonistas da assembleia sinodal prevista para o próximo mês de outubro. Por isso Francisco convidou as novas gerações do Chile – com as quais se encontrou na quarta-feira, 17 de janeiro, no santuário de Maipú em Santiago – a fazer ouvir a própria voz «sem filtros», falando «com coragem» e ajudando os bispos a deixar-se interpelar e despertar pelas suas perguntas.

Precisamente as expetativas e esperanças dos jovens estarão no centro do encontro pré-sinodal, convocado pelo Pontífice para o mês de março em Roma. Um importante momento de exame e confronto, em vista do qual Francisco recomendou aos jovens chilenos que contribuam com ideias e propostas. «A Igreja – garantiu – tem necessidade de que vos torneis de maior idade, espiritualmente de maior idade, e tenhais a coragem de nos dizer: “Gosto disto; parece-me que este é o caminho a percorrer; isto não está bem”».

O dia do Papa – que na quinta-feira 18 deixou o Chile para ir ao Peru – teve início com um novo apelo para construir a unidade entre os povos, rejeitando a lógica da divisão e do conflito. Um apelo que ressoou com particular força diante dos representantes dos povos indígenas que participaram na missa celebrada na parte da manhã em Temuco. «Precisamos da riqueza que cada povo pode oferecer e devemos deixar de lado a lógica de acreditar que há culturas superiores e culturas inferiores», enunciou o Pontífice. E «uma cultura do mútuo reconhecimento – advertiu – não pode ser construída com base na violência e na destruição, que acabam por ceifar vidas humanas».

Na parte da tarde, depois de se ter encontrado com os jovens, Francisco visitou a universidade católica do Chile, dirigindo à comunidade académica um discurso centrado na dupla missão de educar para a convivência e «progredir em comunidade». Missão que requer uma verdadeira obra de «alfabetização» baseada na integração das diversas linguagens, de modo a favorecer uma harmonia real entre «o intelecto, os afetos e a ação, ou seja a cabeça, o coração e as mãos». Neste sentido, disse o Papa, «a universidade torna-se um laboratório para o futuro do país».

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13 de Dezembro de 2019

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