Nota

Este site utiliza cookies...
Os cookies são pequenos arquivos de texto que ajudam a melhorar a sua experiência de navegação no nosso site. Ao navegar em qualquer parte deste site você autoriza a utilização dos cookies. Poderá encontrar maiores informações sobre a policy dos cookies nas Condições de utilização.

Quem somos nós para nos dividirmos?

· À Renovação no Espírito Santo o Papa recomenda o compromisso pela unidade dos cristãos ·

Um encorajamento a trabalhar pela «busca da unidade do corpo de Cristo» e um convite a viver as responsabilidades como serviço foram dirigidos pelo Papa Francisco aos trinta mil pertencentes à Renovação no Espírito Santo reunidos na tarde de sexta-feira, 3 de Julho, na praça de São Pedro, por ocasião da trigésima oitava convocação nacional.

Recordando que «o Espírito Santo sopra onde quer, quando quer e como quer», o Pontífice recomendou aos presentes que vivam a «unidade na diversidade e na variedade que é o próprio Jesus». Depois advertiu os lideres da tentação de «se considerarem indispensáveis» e «insubstituíveis»: trata-se de uma tentação – explicou – que «vem do demónio», o qual «os leva a desejar ser aqueles que mandam, que estão no centro e assim, passo a passo, escorregam no autoritarismo, no personalismo e não deixam que as comunidades vivam renovadas no Espírito».

Por isso, prosseguiu Francisco, «convém que todos os serviços na Igreja tenham um prazo». Com efeito, não há «lideres por toda a vida na Igreja», como «acontece nalguns países nos quais existe a ditadura». Além disso, acrescentou, «o poder leva à vaidade» e arrisca de fazer tornar-se «pavões»: assim «sentes-te capaz de fazer de tudo, depois escorregas nos negócios, porque o diabo entra sempre pelo porta-moedas, o diabo: é esta a porta de entrada».

Por fim, em relação à dimensão do ecumenismo – que caracterizou o encontro na praça de São Pedro - o Papa afirmou que a Renovação no Espírito tem «uma graça especial para rezar e trabalhar pela unidade dos cristãos». E «agora – frisou – chegou precisamente o tempo no qual o Espírito nos faz pensar que estas divisões não podem continuar, que são um contra-testemunho, e devemos fazer de tudo para caminhar juntos». Em particular o Pontífice insistiu sobre o «ecumenismo do sangue», recordando que nas perseguições os carnífices não fazem distinções entre as diversas denominações cristãs: com feito «quantos odeiam Jesus Cristo guiados pelo maligno não erram, sabem e por isso matam sem fazer perguntas». Eis então a questão apresentada por Francisco: «Se o inimigo nos une na morte, quem somos nós para nos dividirmos em vida?».

Edição em papel

 

AO VIVO

Praça De São Pedro

14 de Outubro de 2019

NOTÍCIAS RELACIONADAS