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Que a Europa volte a ser mãe

· O Papa Francisco entrevistado pela Rádio Renascença ·

Esta entrevista acontece em plena crise dos refugiados. Santo Padre, como está a viver esta situação? 

«É a ponta de um icebergue. Vemos estes refugiados, esta pobre gente que escapa da guerra, que escapa da fome, mas essa é a ponta do icebergue. 

Porque debaixo dele, está a causa; e a causa é um sistema socioeconómico mau e injusto, porque dentro de um sistema económico, dentro de tudo, dentro do mundo – falando do problema ecológico –, dentro da sociedade socioeconómica, dentro da política, o centro tem de ser sempre a pessoa. E o sistema económico dominante, hoje em dia, descentrou a pessoa, colocando no centro o deus dinheiro, que é o ídolo da moda. Ou seja, há estatísticas, não me recordo bem (isto não é exacto e posso equivocar-me), mas 17% da população mundial detém 80% das riquezas».

É uma das perguntas da entrevista que o Papa Francisco concedeu no passado dia 8 de Setembro à vaticanista Aura Vistas Miguel da Rádio Renascença, transmitida pela emissora portuguesa na segunda-feira seguinte.

Para um Papa que vem do «fim do mundo», como olha para Portugal e para os portugueses?

«Em Portugal, só estive uma vez no aeroporto, há anos, quando vinha para Roma, num avião da Varig que fazia escala em Lisboa, por isso, só conheço o aeroporto. Mas conheço muitos portugueses. E, no Seminário de Buenos Aires, havia muitos empregados, emigrantes portugueses, gente boa, que tinha muita familiaridade com os seminaristas. E o meu pai tinha um colega de trabalho português. Lembro-me do seu nome, Adelino, bom homem. E uma vez conheci uma senhora portuguesa, com mais de 80 anos, que me deixou boa impressão. Quer dizer, nunca conheci um português mau».

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21 de Agosto de 2019

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