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Quando parece que Deus não ouve

· Na Audiência geral o Papa fala sobre a oração de Jesus face à morte ·

Apelo a favor das populações atingidas pelo gelo na Europa

Um apelo a favor das populações atingidas pela vaga excepcional de frio que acometeu nestes dias algumas regiões da Europa foi lançado pelo Papa durante a audiência geral de quarta-feira 8 de Fevereiro. Ao expressar a sua preocupação  pelas «enormes dificuldades» e os «grandes danos» causados  pelo mau tempo, Bento XVI convidou a rezar pelas vítimas e pelos seus familiares. Ao mesmo tempo, manifestou a sua proximidade a todas as «pessoas atingidas por estes trágicos acontecimentos» e encorajou «à solidariedade para que sejam socorridas com generosidade».

O convite do Pontífice chegou à conclusão do encontro semanal com os fiéis na Sala Paulo VI. Um encontro que o Papa, prosseguindo as catequeses sobre a oração, dedicou ao brado lançado por Jesus na cruz «no momento em que está diante da morte» e parece experimentar o «abandono, a ausência e Deus». Na realidade – explicou – ele tem «a certeza total da proximidade do Pai, que aprova este acto supremo de amor, de doação total de si, não obstante não se ouça, como noutros momentos, a voz do alto».

Também o homem, nas dificuldades e nos sofrimentos, experimenta por vezes a aparente «ausência de Deus». Mas «quando parece que Deus não ouve – exortou o Pontífice – não devemos recear de recomendar a Ele todo o peso que levamos no nosso coração, não devemos ter medo de gritar a Ele o nosso sofrimento». De facto, também no momento em que chega o drama humano da morte, Jesus não se abandona ao desespero, mas «assume sobre si o sofrimento do seu povo» e «o de todos os homens que sofrem pela opressão do mal», levando «tudo isto ao coração do próprio Deus na certeza de que o seu brado será ouvido na Ressurreição».

Por conseguinte, na oração de Jesus na cruz «estão contidos a extrema confiança e o abandono nas mãos de Deus, mesmo quando  parece estar ausente, mesmo quando parece ficar em silêncio, seguindo um desígnio que para nós é incompreensível». Eis por que o convite do Papa a confiar «a Deus as nossas cruzes quotidianas, na certeza de que Ele está presente e ouve». De facto, precisamente na oração devemos aprender a «abater as barreiras do nosso “eu” e dos nossos problemas e a abrir-nos às necessidades e aos sofrimentos dos outros». A experiência de Jesus ensina-nos a «rezar com amor por tantos irmãos e irmãs que sentem o peso da vida quotidiana, que vivem momentos difíceis, que estão em sofrimento, que não têm uma palavra de conforto, para que também eles possam sentir o amor de Deus que nunca nos abandona».

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16 de Setembro de 2019

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