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Quando Deus regenera

· Missa do Papa em Santa Marta ·

O cristão que perde a esperança perde o próprio sentido da sua existência e é como se vivesse diante de um muro. Abrir as portas ao encontro com o Senhor significa receber dele aquela consolação que nos restitui, com ternura, a esperança. A homilia do Papa Francisco para a missa celebrada na manhã de terça-feira, 10 de Dezembro, na capela de Santa Marta, foi dedicada precisamente àquela consolação na ternura com a qual o Senhor regenera a esperança no cristão.

De facto, ao citar o livro do profeta Isaías (40, 1-11), definido «o livro da consolação de Israel», o Pontífice reflectiu sobre o conforto que Deus invoca para o seu povo. É o próprio Senhor que «se aproxima para o consolar, para lhe dar a paz». E assim «realiza uma grande obra», porque ele «faz de novo todas as coisas, regenera-as». Esta «regeneração», acrescentou, é ainda mais bonita do que a criação. Portanto o Senhor visita o seu povo «regenerando».

Na realidade o povo de Deus esperava esta visita, sabia que o Senhor a teria realizado. «Recordemos – evidenciou a propósito o Santo Padre – as últimas palavras de José aos seus irmãos: quando o Senhor vos visitar levai convosco os meus ossos». E acrescentou «o Senhor visitará o seu povo. É a esperança de Israel. E visitá-lo-á com esta consolação: refazer tudo. Não uma só vez, mas muitas vezes».

Deste «refazer» do Senhor o bispo de Roma indicou algumas linhas-mestras. Antes de tudo «quando o Senhor se aproxima dá-nos esperança. Portanto – especificou – refaz com esperança. Abre sempre uma porta». Quando o Senhor se aproxima de nós, não fecha portas, abre-as; e depois quando vem «vem com as portas abertas».

Na vida cristã esta esperança «é uma fortaleza verdadeira, é uma graça, é um dom». De facto, quando «o cristão perde a esperança a sua vida já não tem sentido. É como se a sua vida estivesse diante de um muro, de nada. Mas o Senhor consola-nos e regenera-nos com a esperança, para ir em frente». Fá-lo também com uma proximidade especial a cada um de nós. Para o explicar o Pontífice citou o versículo conclusivo do trecho de Isaías proposto pela liturgia: «Como um pastor que apascenta o seu rebanho e com um braço o reúne; leva os cordeirinhos ao peito e conduz docemente as ovelhas maiores». E comentou: «é a imagem da ternura. O Senhor consola-nos com ternura. O Senhor, o grande Deus, não teme a ternura. Ele faz-se ternura, faz-se menino, faz-se pequenino». De resto, «no Evangelho o próprio Jesus diz: assim é a vontade do Pai, que nem um destes pequeninos se perca» (Mateus 18, 12-14). Porque, explicou o Pontífice, «cada um de nós é muito importante» para o Senhor, o qual nos faz «ir em frente, dando-nos a esperança».

Esta «foi a grande obra de Jesus» durante os quarenta dias que vão da ressurreição à ascensão: «Consolar os discípulos, aproximar-se e dar conforto, aproximar-se e dar esperança, aproximar-se com ternura. Pensemos – disse o Papa – na ternura que teve com os apóstolos, com Madalena e com os discípulos de Emaús». E é sempre assim. Também connosco. Contudo, devemos pedir ao Senhor a graça «de não ter medo – afirmou, concluindo – da consolação do Senhor, de sermos abertos, de a pedir, de a procurar, porque é uma consolação que nos dará esperança e nos fará sentir a ternura de Deus Pai».

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18 de Agosto de 2019

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