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Quando Deus está no deserto

· Bento XVI convida os fiéis a viver a Quaresma em espírito de conversão ·

Confiados às orações dos fiéis os exercícios espirituais

O deserto onde Jesus vive a experiência das tentações representa para o cristão «um lugar de refúgio e protecção, onde se pode experimentar de modo particular a presença de Deus». Disse o Papa no Angelus de domingo, 26 de Fevereiro, na praça de São Pedro, antes de iniciar os exercícios espirituais quaresmais que se realizam até 3 de Março na capela Redemptoris Mater, no Vaticano.

Recordando o episódio evangélico das tentações narrado por Marcos (1, 12-13), o Pontífice frisou que «paciência e humildade» são as virtudes necessárias para «seguir todos os dias o Senhor», aprendendo a «construir a nossa vida não sem Ele e como se Ele não existisse, mas n’Ele e com Ele, porque é a fonte da vida verdadeira». Na realidade — reconheceu — «a tentação de remover Deus, de fazer ordem sozinho em si mesmo e no mundo contando só com as próprias capacidades, está sempre presente na história do homem».

Ao contrário, o anúncio do reino proclama uma novidade essencial para a humanidade: «Deus dirige-se ao homem de forma inesperada, com uma proximidade única, concreta, cheia de amor». Assim «Deus encarna-se e entra no mundo do homem para assumir sobre si o pecado, para vencer o mal e reconduzir o homem ao mundo de Deus».

Mas, para que tudo isto se realize é necessário corresponder ao convite de Jesus: «Convertei-vos e acreditai no evangelho». Trata-se — explicou Bento XVI — de um «convite a ter fé em Deus e a converter todos os dias a nossa vida à sua vontade, orientando para o bem todas as nossas acções e pensamentos». Neste sentido, a Quaresma constitui «o momento propício para renovar e tornar mais firme a nossa relação com Deus, através da oração quotidiana, dos gestos de penitência, das obras de caridade». Com este espírito o Papa, com os seus colaboradores mais estreitos da Cúria romana, viveu nesta semana a experiência dos exercícios espirituais, para a qual pediu, antes da prece mariana, a ajuda da oração.

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25 de Agosto de 2019

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