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Próximos dos débeis

· Na audiência geral o Papa falou da perseverança e da consolação na vida cristã ·

«Quem experimenta o amor fiel de Deus e a sua consolação é capaz, aliás, tem o dever de estar próximo dos irmãos mais débeis e de assumir as suas fragilidades», sublinhou o Papa Francisco na audiência geral de quarta-feira, 22 de março, na praça de São Pedro.

Prosseguindo as reflexões sobre a esperança cristã, o Pontífice analisou em particular duas atitudes, a perseverança e a consolação, evocadas por um trecho da carta aos Romanos (15, 1-6), em que o apóstolo Paulo ajuda a compreender que «poderíamos definir a perseverança também como paciência», ou seja, «a capacidade de suportar, carregar nos próprios ombros, “su-portar”, de permanecer fiel, mesmo quando o peso parece tornar-se grande, insustentável, e poderíamos ser tentados a julgar negativamente e a abandonar tudo e todos»; ao passo que «a consolação é a graça de saber sentir e mostrar em todas as situações, inclusive naquelas mais marcadas pela deceção e pelo sofrimento, a presença e a ação compassiva de Deus».

Daqui a garantia por parte do Papa que «se estivermos próximos do Senhor, teremos aquela fortaleza para estar próximos dos mais débeis, dos mais necessitados, consolando-os e dando-lhes força»; e que isto é possível «fazer sem autosatisfação, mas sentindo-se simplesmente como um “canal” que transmite os dons do Senhor; e assim tornamo-nos concretamente “semeadores” de esperança». E, acrescentou atualizando o conceito, «hoje é preciso semear esperança, mas não é fácil». Também porque, observou Francisco, «o fruto deste estilo de vida não é uma comunidade em que alguns são de “série a”, ou seja, fortes, e outros de “série b”, isto é, débeis». Eis então o convite a cultivar a palavra de Deus, que por sua vez «alimenta uma esperança que se traduz em partilha, em serviço recíproco». Com efeito, inclusive quem é “forte”, mais cedo ou mais tarde, experimenta a fragilidade e pode ter necessidade de conforto; e ao contrário «na debilidade é sempre possível oferecer um sorriso ou ajuda ao irmão em dificuldade».

Também porque são muitos os problemas que afligem a humanidade. Alguns deles estavam representados por grupos presentes na audiência, aos quais o Papa dirigiu a própria saudação. Entre eles os participantes numa conferência sobre os recursos hídricos e o cuidado pelo meio ambiente no Dia mundial da água, trabalhadores que correm o risco de ficar desempregados que mostravam um cartaz sobre o direito à dignidade, por ele encorajados, e os diretores da fundação Migrantes, exortados «a prosseguir no acolhimento dos refugiados», favorecendo a integração e «tendo presentes os direitos e os deveres recíprocos para quem acolhe e quem é acolhido». Porque, comentou, «este problema dos migrantes é a maior tragédia depois da segunda guerra mundial».

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24 de Outubro de 2019

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