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Promessa mantida

· ​Francisco batiza treze crianças nascidas em Amatrice e Accumoli depois do terramoto ·

Prometera-o a 4 de outubro, entre os destroços de Amatrice, a Fabiana Bizzoni, que tinha acabado de dar à luz. A mulher tinha-lhe pedido para batizar a sua Júlia, «como sinal de esperança e de renascimento». E sábado 14 de janeiro Francisco manteve aquele compromisso, batizando treze pequeninos – oito meninos e cinco meninas, o mais pequenino tem apenas cinco dias – nascidos depois do terramoto que a 24 de agosto devastou a Itália central.

Para o rito, em forma privada e num clima de grande simplicidade, o Papa escolheu a capela da Casa Santa Marta. As treze famílias – provenientes de Amatrice, Accumoli e Cittareale – foram acompanhadas pelo bispo de Rieti, D. Domenico Pompili, o pároco de Amatrice, padre Savino D'Amelio, o pároco de Cittareale, padre Fabio Gammarota, e o diretor da Cáritas de Rieti, padre Fabrizio Borrello. A maioria das crianças deveria ter recebido o batismo a 2 de outubro passado, na igreja de Santo Agostinho em Amatrice, que ficou gravemente danificada pelos tremores de terra. E assim a surpresa e a alegria foram grandes quando, a 30 de dezembro, D. Pompili, durante a visita ao hospital San Camillo de Rieti, anunciou o desejo de Francisco de batizar pessoalmente as crianças. Uma alegria que durante a liturgia batismal foi expressa de forma particular e vivaz pelos irmãos e pelas irmãs dos treze recém-nascidos, que não deixaram de se abraçar alegremente à volta do Pontífice. E no final da liturgia o Papa quis saudar todos, um por um, entregando também um seu dom às famílias.

Quem deu voz à gratidão dos presentes, mas também das comunidades que estão a viver a experiência da precariedade por ter perdido tudo, foi Fabiana, a mãe que com o seu pedido deu origem a esta iniciativa. Naquele dia 4 de outubro estava com o filho mais velho, Federico, de 4 anos, nas construções modulares pré-fabricadas de Villa San Giuliano: «Pedi ao Papa que batizasse a minha filha e ele disse-me para falar com o bispo». Juntamente com o pároco, Fabiana entrou em contacto com as novas mães da zona. Este batismo, explicou, «é a bênção de Francisco sobre a possibilidade de renascer e doar um futuro aos nossos filhos, auspiciando para eles o dom da coragem e da esperança».

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21 de Outubro de 2019

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