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Proibido resignar-se

· O convite do Papa aos estudantes que participaram no meeting pela paz, a fraternidade e o diálogo ·

Enquanto cresce uma cultura da destruição, os jovens têm o dever de se encaminharem pela via da construção, aprendendo a amar, indo em frente, lutando com criatividade e sobretudo evitando a resignação. Foi a recomendação que o Papa fez aos participantes no meeting das escolas italianas pela paz, a fraternidade e o diálogo «Protejamos a nossa casa», organizado pela coordenação nacional de entidades locais pela paz e os direitos humanos. Na manhã de sábado, 6 de maio, na sala Paulo VI, sete mil participantes entre estudantes e professores, animaram um encontro sobre o tema «bem-aventurados os pacificadores», que se concluiu com a chegada do Pontífice, o qual respondeu a cinco perguntas improvisando por cerca de quarenta e cinco minutos. Francisco frisou em particular a necessidade de educar as novas gerações nos valores da mansidão e da escuta respeitadora do outro e criticou os tons cada vez mais exacerbados dos confrontos pré-eleitorais transmitidos na televisão. Como solução desejou que seja recomposto o pacto educativo entre escola e família, que se deteriorou.

Entre recordações pessoais ligadas à sua infância e uma citação final da conhecida canção de Mina «Parole parole», para aliviar o tom da conversa, o Papa abordou argumentos de grande atualidade contidos nas questões apresentadas pelos jovens. Antes de tudo elogiou as perguntas concretas, não ideológicas mas inerentes a questões reais de vida diária: a crueldade das imagens de crianças degoladas ou famintas presentes em todos os mass media, enquanto os que trabalham pelo bem, que empregam a vida ao serviço dos outros não fazem notícia; a tragédia dos migrantes; a idolatria do dinheiro e do poder; o tráfico das armas e da droga; o trabalho não declarado e dos menores; a exploração das mulheres. O desafio, comentou, é lutar contra tudo isto, ajudar os outros sem ter medo, falar claro. E suscitou o aplauso dos presentes quando ironizou sobre o facto de que se fale da «mãe de todas as bombas»: mas uma mãe - observou - dá a vida e não a morte.

Em seguida Francisco advertiu contra o terrorismo dos mexericos, exortando a morder a língua em vez de ser considerados terroristas. Não só, evitar também os insultos, que ferem. E a propósito aconselhou a ler a carta de São Tiago, na qual o apóstolo explica que o homem e a mulher que dominam a língua são perfeitos.

Por fim mencionou a preservação do meio-ambiente, cuja integridade está ameaçada por consumismo, exploração, experimentações químicas sobre animais e vegetais, convidando a voltar a pôr a mulher e o homem no centro da criação, fazendo comunidade e procurando a paz.

Em precedência o Pontífice recebeu em audiência a comunidade do Pontifício seminário inter-regional da Campânia de Posillipo, Nápoles, confiando aos sacerdotes e formadores a missão de educar segundo o estilo de Santo Inácio. Em seguida, à Guarda Suíça pontifícia, recebida por ocasião do juramento dos novos recrutas, convidou a seguir o exemplo de São Filipe Néri pondo-se nas pegadas dos santos.

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22 de Agosto de 2019

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