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​Professoras estupradas e assassinadas em Mianmar

O exército de Mianmar torturou, estuprou e matou Maran Lu Ra (20 anos) e Tangbau Hkawn Nan Tsin (21 anos), professoras voluntárias cristãs, que pertenciam à Kachin Baptist Convention (Kbc). A violência teve lugar em 19 de Janeiro na aldeia de Shabuk-Kaunghka, na pequena cidade de Mungbaw, no nordeste de Mianmar. As duas mulheres, provenientes do Estado setentrional (Kachin) onde continua o êxodo de milhares de desalojados que fogem das violências, foram atacadas devido à sua origem étnica. Os soldados torturaram e violaram repetidas vezes as duas professoras voluntárias cristãs, antes de matá-las. As moças, escreveu Francis Khoo Thwe de Asia News, tinham sido enviadas pelos vértices da Kbc para aquela área remota para instruírem as crianças das aldeias. Em muitas áreas habitadas por minorias étnicas, de facto, os professores estatais não são suficientes e são substituídos pela incansável obra de voluntários que pertencem, na maior parte dos casos, a associações cristãs. Centenas de pessoas reuniram-se em oração, para se despedirem das duas vítimas. Testemunhas oculares referiram que o exército ameaçava os habitantes, intimando-os de não difundirem a notícia. Fontes cristãs Kachin, interpeladas por Asia News com a garantia do anonimado, recordaram o trabalho das confissões cristãs birmanesas a favor da instrução desde o século XIX. Os voluntários cristãos «nunca se recusam a irem para as áreas mais longínquas, entre os marginalizados», incluídas aquelas áreas teatro de guerras civis . «Muitos sacrificaram a própria vida pela missão, mas nunca se tinha verificado até agora que duas professoras fossem estupradas e matadas» O Mianmar compõe-se de mais de 135 etnias, que sempre tiveram dificuldade para conviverem de modo pacífico, de modo especial com o Governo central e a sua componente de maioria birmanesa. 

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22 de Outubro de 2019

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