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Por que Jesus se fez escravo

· ​Durante a missa de Quinta-Feira Santa com os detidos de Paliano o Papa explicou o lava-pés ·

É a tarefa dos escravos, o que «Deus faz connosco. Serve-nos», porque «nos ama assim como somos»: o Papa Francisco explicou com a sua linguagem simples e direta o significado do gesto do lava-pés. O Pontífice reiterou-o na tarde de 13 de abril, Quinta-Feira Santa, com doze detidos do cárcere de Paliano, na província de Frosinone. Três mulheres e nove homens, os quais estão a cumprir longas penas de prisão, mas que entretanto se tornaram colaboradores de justiça: dois foram condenados até à prisão perpétua. Entre eles há um argentino e um muçulmano albanês que será batizado em junho. Durante a missa in cena Domini celebrada na capela da cadeia, o Papa pronunciou uma breve homilia improvisada, advertindo que não se trata de «uma cerimónia folclórica», mas de «um gesto para recordar o que Jesus nos doou». Aliás, observou, «Deus ama até ao final. E dá a vida por cada um de nós». Certamente, o Pontífice disse estar ciente de que isto «não é fácil» de imitar pois «todos nós somos pecadores, temos limites, defeitos», ao passo que Jesus «ama sem olhar para as consequências, até ao fim». E para o fazer compreender aos homens, «dá o exemplo: ele que era “o chefe”, lava os pés aos discípulos».

Esclarecendo ulteriormente o próprio pensamento Francisco revelou que ao longo do caminho, no momento em que estava para chegar à prisão, ouviu a multidão que o saudava dizendo «Chega o chefe da Igreja». Mas, advertiu, «o chefe da Igreja é Jesus! O Papa é a figura de Jesus e eu gostaria de fazer o mesmo que ele fez nesta cerimónia para semear amor». Isto não significa, disse diretamente aos detidos, «ir lavar os pés uns dos outros. Mas o símbolo sim: se puderes dar uma ajuda, prestar um serviço aqui, na prisão, ao companheiro ou à companheira».

Homilia do Papa

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26 de Agosto de 2019

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