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Por que amar a escola

· Trezentos mil representantes dos institutos italianos na praça de São Pedro no encontro com o Papa ·

Não foi uma manifestação «contra» mas «a favor». O Papa Francisco esclareceu imediatamente o espírito com o qual aceitou o convite a presidir ao grande encontro com o mundo da escola italiana promovido pela Cei. «Não é um lamento, é uma festa!» disse em voz alta do microfone acendendo o rastilho do entusiasmo dos trezentos mil que enchiam a praça de São Pedro, transformada numa «sala imensa que se prolongava até Castel Sant'Angelo», como descreveu o cardeal Bagnasco dando as boas-vindas ao Pontífice.

E o clima foi efectivamente de uma festa, com Bergoglio que se deixa contagiar pela alegria dos jovens e assiste divertido à performance de actores, bailarinos, cantores e desportivos. Mesmo se escuta depois com atenção - confidenciou «ouvi muitas coisas bonitas que me fizeram bem» – os testemunhos dos estudantes e as experiências dos professores comprometidos com jovens em dificuldade ou obrigados a trabalhar em condições precárias e difíceis. Um pequeno quadro de uma realidade multiforme (22.500 escolas estatais e particulares frequentadas todos os dias por 8 milhões de alunos) que o ministro da educação Giannini apresentou ao Papa como «bem comum» de toda a nação e que Bagnasco indicou como a «pedra angular» da missão educativa da Igreja italiana.

Polémicas e reivindicações permaneceram fora da praça. O próprio Pontífice, num trecho central do seu discurso, convidou a não alimentar antagonismos enganadores entre escola e família, que – admoestou - «nunca devem ser contrapostas» porque são «complementares» e, portanto, «é importante que colaborem, no respeito recíproco».

Da cátedra do centro do adro, Bergoglio desempenhou brincando o papel do professor (como quando explica que a praça de São Pedro não é só uma jóia da arquitectura, mas também uma «grande meridiana» com «o obelisco que evoca o sol») e o do ex-aluno, que recorda com saudade os anos da infância. E confessa publicamente a sua dívida de gratidão para com a primeira professora, com a qual estudou a partir dos 6 anos: «Nunca a esqueci – contou comovido – e fui visitá-la ao longo de toda a vida, até quando faleceu com 98 anos».

Na realidade a intervenção de Francisco foi sobretudo um acto sincero de amor à escola e um testemunho apaixonado de confiança na sua capacidade de agregativa e educativa.

O texto integral do discurso do Papa  

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Praça De São Pedro

23 de Agosto de 2019

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