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A pessoa e os seus direitos
no centro dos modelos económicos

· Ao Fórum de Davos o apelo do Papa a não ficar em silêncio face ao sofrimento de milhões de seres humanos feridos na dignidade ·

Os modelos económicos «devem respeitar uma ética de desenvolvimento integral e sustentável, baseada em valores que ponham no centro a pessoa humana e os seus direitos». Escreve o Papa Francisco numa mensagem enviada ao Fórum económico mundial que decorre de 23 a 26 de janeiro em Davos, na Suíça.

Na mensagem – que foi lida pelo cardeal Peter Kodwo Appiah Turkson, presidente do Dicastério para o serviço do desenvolvimento humano integral, durante a cerimónia de boas-vindas realizada na tarde de segunda-feira 22 – o Pontífice exorta os participantes na cimeira a não «permanecerem em silêncio diante do sofrimento de milhões de pessoas cuja dignidade está ferida» e a não «continuar a ir em frente como se a propagação da pobreza e da injustiça não tivesse uma causa».

Segundo Francisco, «criar as condições justas para consentir que cada pessoa viva de maneira digna é um imperativo moral, uma responsabilidade que diz respeito a todos». E neste sentido interpela diretamente o mundo empresarial, que «tem um potencial imenso para produzir uma mudança consistente aumentando a qualidade da produtividade, criando novos postos de trabalho, respeitando as leis sobre o trabalho, combatendo a corrupção pública e privada e promovendo a justiça social, juntamente com a justa e equitativa partilha do lucro».

O Papa adverte, em particular, contra o risco da «fragmentação» relativa ao âmbito político e económico. E frisa que também as novas tecnologias estão a «transformar os modelos económicos e o próprio mundo globalizado que, condicionado por interesses particulares e pela ambição do lucro a toda o custo, parece favorecer a ulterior fragmentação e o individualismo, em vez de facilitar abordagens que sejam mais inclusivas». A própria «inteligência artificial» e a «robótica» fazem aumentar este risco e por conseguinte – eis o apelo do Pontífice – «devem ser empregadas de modo que contribuam para o serviço da humanidade e para a proteção da nossa casa comum e não o exato contrário, como infelizmente algumas estimativas preveem».

Francisco convida os líderes mundiais à «responsabilidade», que deve ser exercida, explica, «com discernimento sábio, dado que as decisões tomadas serão fundamentais para modelar o mundo de amanhã e o das gerações futuras». Por conseguinte, acrescenta, «se quisermos um futuro mais seguro, um futuro que encoraje a prosperidade para todos, é necessário manter a bússola sempre orientada para o “verdadeiro Norte”, representado pelos valores autênticos». Segundo o Papa, «chegou o momento de tomar medidas corajosas e audazes para o nosso amado planeta». E «este é o momento justo para concretizar a nossa responsabilidade de contribuir para o desenvolvimento da humanidade».

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17 de Agosto de 2019

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