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Pequenos príncipes

O Papa Francisco quis festejar os seus oitenta e um anos com os «pequenos príncipes». Com aqueles pequenos que são príncipes, não segundo as lógicas do poder e da riqueza, mas no critério cristão sugerido por Antoine de Saint-Exupéry. Porque, na manhã de domingo, 17 de dezembro, na sala Paulo VI, o “motor” do dispensário vaticano de Santa Marta, irmã Antonietta Collacchi, apresentou a Francisco trezentos e oitenta crianças, cuidadas por muitos voluntários, com o estilo do Pequeno Príncipe criado pelo escritor francês: «Só se vê bem com o coração. O essencial é invisível aos olhos».

«E nós aplicamos este critério acolhendo os nossos “pequenos príncipes” de todas as cores do mundo – disse ao Papa a religiosa da congregação das Filhas da caridade de São Vicente de Paulo, no início da festa de aniversário – indo além das diferenças culturais e religiosas». De facto, o dispensário de Santa Marta tem como ponto de força o «acolhimento que põe em primeiro lugar a ternura», juntamente com a consciência de que «hoje mais do que nunca as pessoas que vivem em necessidade são descartadas, vistas com desconfiança e até com aborrecimento». Por isso «a um mundo obcecado pelas aparências o dispensário responde com uma simplicidade que todos os dias se torna diligente entre as muitas urgências de quantos batem à nossa porta». Acrescentou a irmã Antonietta: «devemos fitar aquelas pessoas nos olhos e nós não temos medo de tocar as suas feridas».

Mas precisamente eles, «os descartados», receberam o convite para o aniversário de Francisco. De resto, observaram os voluntários, esta é a lógica do Evangelho. E deveras para o Papa não poderia haver uma festa mais adequada, pelo estilo simples e pela proveniência dos convidados. Pôde-se ver bem isto quando Francisco não reprimiu a comoção, no momento de agradecer a ideia da «festa em família», com o breve discurso improvisado.

«No dispensário sentimo-nos em casa», disse ao Pontífice uma mãe, com uma história difícil de imigração sobre os ombros. «E sentimo-nos em família porque vemos com quanto amor, atenção e profissionalismo os nossos filhos são recebidos» garantiu, exprimindo os sentimentos de todos e recordando que são asseguradas consultas médicas gratuitas de primeira categoria, dignas de «pequenos príncipes». Os serviços, disseram ao Papa, referem-se à pediatria, ginecologia, ecografia, oftalmologia, alergologia, dermatologia, psicologia, cardiologia, ortopedia, otorrinolaringologia, ortofonia, odontologia e cirurgia.

Para agradecer a festa Francisco quis, em primeiro lugar, oferecer uma prenda às crianças: quatrocentos bilhetes gratuitos para assistir ao espetáculo do circo Rony Roller, montado na via di Torrevecchia em Roma. «Para nós é uma alegria receber as crianças menos favorecidas e as suas famílias, ajudando-as a encontrar um sorriso porque há deveras necessidade de alegria vivida em conjunto», confidenciou Alberto Vassallo, diretor do circo, recordando que no dia 11 de janeiro o convite será feito a dois mil marginalizados que vivem pelas ruas da cidade. Dois malabaristas e o simpático palhaço Mirko ofereceram uma pré-estreia do espetáculo, trazendo um momento de diversão à sala Paulo VI, envolvendo nos seus números também Francisco, que se deixou levar por mais de uma risada.

Palavras do Papa 

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22 de Agosto de 2019

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