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Para um ecumenismo sem marcha atrás

· Ao dicastério para a unidade dos cristãos ·

«A unidade dos cristãos é uma exigência essencial», por isso é preciso “desmascarar” aqueles «falsos modelos de comunhão que a contradizem». Recomendou o Papa Francisco ao receber na manhã de quinta-feira, 10 de novembro, a assembleia plenária do dicastério ecuménico. Na conclusão de um ano caracterizado por aqueles que o cardeal presidente Koch definiu na saudação inicial «sinais eloquentes de reconciliação e de entendimento ecuménico em Cuba, em Lesbos, na Arménia, em Assis, na Geórgia e em Lund» o Pontífice no seu discurso reafirmou que a unidade dos cristãos é uma das suas «principais preocupações», frisando em particular três elementos que definem o que ela “não é”. Antes de tudo, explicou, a unidade não é o fruto de «esforços humanos ou o produto construído por diplomacias eclesiásticas, mas um dom do alto» e por conseguinte «antes de ser meta, é caminho, abrandamentos e acelerações e até paragens». E mais, «exige esperas pacientes, tenacidade, fadiga e dedicação; não anula os conflitos nem cancela os contrastes, aliás pode expor a novas incompreensões».

Em segundo lugar, prosseguiu, ela «não é uniformidade» enquanto «as diferentes tradições teológicas, litúrgicas, espirituais e canónicas» do mundo cristão «quando estão genuinamente radicadas na tradição apostólica, são uma riqueza e não uma ameaça. Procurar eliminar esta diversidade significa ir contra o Espírito», admoestou, mesmo se «ao longo da história» tenham havido «tentativas deste género, com consequências que ainda hoje fazem sofrer».

Por fim, concluiu o Papa, «a unidade não é absorção» e «não comporta um ecumenismo «de marcha atrás», pelo qual alguém deveria renegar a própria história de fé; nem sequer tolera o proselitismo que é um veneno». Eis então o convite a «compreender a riqueza daquilo que é comum» a todos os cristãos «como a Escritura e as grandes profissões de fé dos primeiros Concílios». De facto, «o ecumenismo é verdadeiro quando somos capazes de deslocar a atenção de nós mesmos» e as comunidades cristãs conseguem «não “entrar em concorrência” mas colaborar».

Discurso do Papa  

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22 de Outubro de 2019

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