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Para desenraizar a chaga dos abusos

· O Papa Francisco pede a plena e atenta colaboração dos bispos e dos superiores dos institutos religiosos e frisa que a prioridade não é evitar o escândalo mas fazer com que a Igreja seja uma casa segura ·

«Fazer o possível para desenraizar da Igreja a chaga dos abusos sexuais contra menores e abrir um caminho de reconciliação e cura a favor dos que sofreram abusos:»: pede o Papa Francisco aos bispos e aos superiores das ordens religiosas numa carta enviada por ocasião do encontro da Pontifícia Comissão para a tutela dos menores, que se reúne no Vaticano de 6 a 8 de Fevereiro.

Para o Pontífice as famílias «devem saber que a Igreja não poupa esforço algum para tutelar os seus filhos» e «têm o direito de se dirigir a ela com plena confiança, porque é uma casa segura». Eis o motivo do convite claro a não deixar que prevaleça nenhum outro «tipo de considerações, seja qual for a sua natureza, como por exemplo evitar o escândalo»: no ministério sacerdotal – recorda o Papa - «não há absolutamente lugar para aqueles que abusam de menores».

Neste sentido Francisco recomenda às conferências episcopais que preparem as «linhas-guia para o tratamento dos casos de abuso sexual contra menores por parte de clérigos» e que se dotem de «um instrumento para a revisão periódica das normas e para a verificação do seu cumprimento». Aos prelados e aos religiosos confia em particular a tarefa de vigiar para que «nas paróquias e nas outras instituições da Igreja seja garantida a segurança dos menores e dos adultos vulneráveis», encontrando ao mesmo tempo «programas de assistência pastoral» e tornando-se «disponíveis para o encontro com as vítimas e com os seus familiares». Mas invoca sobretudo «colaboração plena e atenta» com a Comissão, que define «um novo, válido e eficaz instrumento para me ajudar a animar e promover o compromisso da Igreja inteira – nos vários níveis: Conferências episcopais, dioceses, institutos de vida consagrada e sociedades de vida apostólica, etc. - a pôr em prática as acções necessárias para garantir a protecção dos menores e dos adultos vulneráveis e dar respostas de justiça e misericórdia».

Texto integral da carta do Papa

Edição em papel

 

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18 de Agosto de 2019

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