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Para aprender a abraçar quantos sofrem

· A missa em Aparecida e o encontro com ex-toxicodependentes e alcoólatras no Rio de Janeiro ·

O Papa Francisco consagra o seu pontificado à Virgem, confiando-lhe a JMJ e o povo latino-americano

Do abraço do bom Samaritano ao homem espancado no caminho de Jericó, ao abraço de são Francisco ao leproso. Do abraço de João Paulo II à criança doente de sida durante a viagem de 1987 aos EUA, ao abraço do Papa Francisco, na tarde de 24 de Julho, a um ex-toxicodependente internado no hospital do Rio de Janeiro. Para expressar, na continuidade dos gestos, o que faz da história da Igreja uma história de salvação e esperança.

Temos que aprender a abraçar quem sofre: esta é a mensagem-chave do Pontífice no Brasil, numa jornada iniciada no sinal da devoção mariana e terminada entre as chagas das novas pobrezas do homem. Com efeito, na manhã de 24 de Julho o Papa Francisco foi ao santuário nacional dedicado a Nossa Senhora Aparecida onde, celebrando a primeira missa pública da sua viagem, consagrou à Virgem o seu pontificado. E um pouco antes dedicou a Maria um dos dois tweets do dia: «Jovens, nunca vos esqueçais: a Virgem Maria é a nossa Mãe; é com a sua ajuda que podemos permanecer fiéis a Jesus». E reservou o segundo à recordação do Papa Wojtyła: «Demos graças ao Beato João Paulo II pelas JMJ e pelas numerosas vocações que nasceram durante estas 28 Jornadas».

Na homilia da missa, o Santo Padre resumiu em três pontos — como faz muitas vezes, no sulco da espiritualidade inaciana  — o ensinamento tirado das leituras escolhidas para a celebração da missa: «Gostaria de evocar três simples posturas: conservar a esperança, deixar-se surpreender por Deus e viver na alegria». Depois, explicou o sentido cristão de cada uma delas. No final, o gesto de consagração à Virgem, antes de se despedir dos fiéis, tendo antes saudado e abençoado quantos foram obrigados a permanecer fora do santuário, desafiando o mau tempo. Aliás, dirigindo-se a eles, o Papa anunciou o seu desejo de voltar a Aparecida em 2017, quando se celebrará o terceiro centenário do descobrimento da estátua de Nossa Senhora negra.

A tarde terminou com uma visita ao hospital carioca intitulado a são Francisco de Assis, onde o Pontífice se entreteve prolongadamente com os doentes ali internados — na maioria toxicodependentes e alcoólatras  — e depois convidou a descobrir o valor cristão do abraço e da solidariedade.

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22 de Novembro de 2019

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