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Para além da lógica da contraposição

· O cardeal Vegliò convida a olhar para o fenómeno migratório com uma mentalidade aberta e livre de preconceitos ·

«Migrantes» não é sinónimo de «intrusos» ou «irregulares». Foi quanto recordou o cardeal Antonio Maria Vegliò, convidando a olhar para o fenómeno da mobilidade humana com uma atitude aberta e livre de preconceitos. Segundo o presidente do Pontifício Conselho para a pastoral dos migrantes e itinerantes – o qual interveio na conferência sobre «O desafio cultural das migrações: riscos e oportunidades» realizado recentemente na Pontifícia Universidade Gregoriana – a complexidade da questão migratória exige hoje «não tanto o uso de mecanismos de defesa em relação a outras identidades ou culturas», quanto «a aceitação de novas redes de solidariedade contra a exclusão e a miséria». O caminho é o da «promoção de um verdadeiro espírito de diálogo e de enriquecimento recíproco que brota do encontro das legítimas diversidades».

Portanto, o purpurado pediu que se supere aquela «lógica inconcludente de conceitos binários» que perante os problemas da segurança, das fronteiras, da legalidade, da identidade, leva à contraposição simplista «cidadão ou estrangeiro, regular ou irregular, indígenas ou forasteiro». Assim – admoestou - «não só se confundem mas exageram-se as questões relativas à segurança nacional e ao conflito das identidades, aos direitos das nações e àqueles dos indivíduos, à lei natural e civil, criando infelizmente muitas situações de ambiguidade e de injustiça». O primeiro passo para superar esta mentalidade, afirmou o cardeal, é considerar que os migrantes são em primeiro lugar «seres humanos», aos quais devemos atenções «às suas necessidades, e pelas contribuições económica, social e cultural que eles oferecem à sociedade». Sobretudo «a solidariedade para com os migrantes exige que sejam acompanhados e interpelados no processo decisório que diz respeito e governa também as suas vidas».

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18 de Setembro de 2019

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