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Orai pela santificação da Igreja

· O Papa celebrou a Hora Média com as dominicanas do mosteiro de Santa Maria do Rosário ·

No final da visita ao Centro Dom Orione, o Papa foi ao vizinho mosteiro de Santa Maria do Rosário, onde celebrou a Hora Média com a comunidade das irmãs dominicanas. Antes da bênção, o Santo Padre pronunciou a seguinte homilia.

Queridas irmãs!

A cada uma de vós, dirijo as palavras do Salmo 125 [124], que há pouco ouvimos: «Senhor, sede bom para os que são bons, e para os homens de coração recto» (v. 4). É antes de tudo com estes bons votos que vos saúdo: sobre cada uma de vós, desça a bondade do Senhor. Em particular, saúdo a vossa Madre Priora, e agradeço-lhe de coração as amáveis expressões que me dirigiram em nome da Comunidade. Foi com grande alegria que aceitei o convite a visitar este Mosteiro, para poder deter-me juntamente convosco aos pés da imagem de Nossa Senhora aqueropita de São Sisto, já protectora dos Mosteiros romanos de Santa Maria «in Tempulo» e de São Sisto.

Recitamos juntos a Hora Média, uma pequena parte daquela Oração litúrgica que, como irmãs claustrais, cadencia os ritmos dos vossos dias e vos torna intérpretes da Igreja-Esposa que se une, de modo especial, ao seu Senhor. Por esta prece coral, que encontra o seu ápice na participação diária no sacrifício eucarístico, a vossa consagração ao Senhor no silêncio e no escondimento torna-se fecunda e rica de frutos, não só em vista do caminho de santificação e de purificação pessoal, mas inclusive em relação àquele apostolado de intercessão que levais a cabo para a Igreja inteira, para que se possa mostrar pura e santa na presença do Senhor. Vós, que  conheceis bem a eficácia da oração, experimentais todos os dias quantas graças de santificação ela pode obter para a Igreja.

Prezadas irmãs, a comunidade que vós formais é um lugar onde poder permanecer no Senhor; ela constitui para vós a nova Jerusalém, para a  qual sobem as tribos do Senhor para louvar o Seu nome  (cf. Sl 122 [1219, 4). Dai graças à Providência divina pelo dom sublime e gratuito da vocação monástica, ao qual o Senhor vos chamou sem qualquer vosso mérito. Com Isaías, podeis afirmar: «O Senhor formou-me desde o ventre materno para ser  servo» (49, 5). Ainda antes de nascerdes, o Senhor já tinha reservado para si o vosso coração para o poder cumular com o seu amor. Através do sacramento do Baptismo, recebestes em vós a Graça divina e, imersas na sua morte e ressurreição, fostes consagradas a Jesus, para  lhe pertencer de modo exclusivo. A forma de vida contemplativa, que das mãos de São Domingos recebestes nas modalidades da clausura, coloca-vos como membros vivos e vitais, no Coração do corpo místico do Senhor, que é a Igreja; e como o coração faz circular o sangue e conserva vivo o corpo inteiro, assim a vossa existência escondida com Cristo, tecida de trabalho e de oração, contribui para sustentar a Igreja, instrumento de salvação para cada homem que o Senhor redimiu com o seu Sangue.

É desta nascente inesgotável que vós hauris com a oração, apresentando ao Altíssimo as necessidades espirituais e materiais de muitos irmãos em dificuldade, a vida perdida de quantos se afastaram do Senhor. Como deixar de ter compaixão por aqueles que parecem vagar sem uma meta? Como não desejar que na sua vida se realize o encontro com Jesus, o Único que dá sentido à existência? O santo desejo de que o Reino de Deus se instaure no coração de cada homem identifica-se com a própria prece, como nos ensina Santo Agostinho: «Ipsum desiderium tuum, oratio tua est; et si continuum desiderium, continua oratio» (cf. Ep. 130, 18-20); por isso, como fogo que arde e jamais se apaga, o coração é despertado, nunca deixa de desejar e sempre eleva a Deus o hino de louvor.

Portanto reconhecei, amadas irmãs, que em tudo o que fazeis, para além de cada um dos momentos de oração, o vosso coração continua a ser orientado pelo desejo de amar a Deus. Com o Bispo de Hipona, reconhecei que foi o Senhor que inseriu nos vossos corações  o seu amor, desejo que dilata o coração a ponto de o tornar capaz de acolher o próprio Deus (cf. In Io. Ev. tr. 40, 10). Este é o horizonte da peregrinação terrena! Esta é a vossa meta! Por isso escolhestes viver no escondimento e na renúncia nos bens terrenos: para aspirar acima de todas as coisas aquele bem incomparável, aquela pérola preciosa  que merece a renúncia a todos os outros bens para entrar em posse da mesma.

Desejo que possais pronunciar todos os dias o vosso «sim» aos desígnios de Deus, com a mesma humildade com a qual  a Virgem Santa pronunciou o seu «sim». Ela, que no seu silêncio acolheu a Palavra de Deus, vos oriente na vossa consagração virginal quotidiana, para que possais experimentar no escondimento a profunda intimidade por Ela mesma vivida com Jesus. Invocando a sua intercessão maternal, juntamente com a de São Domingos, de Santa Catarina de Sena e dos numerosos santos e santas da Ordem dominicana, concedo a todos vós uma especial Bênção apostólica, que de bom grado faço extensiva às pessoas que se confiam às vossas orações.

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19 de Setembro de 2019

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