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Oração de sexta-feira entre dor e medo

· ​Nas mesquitas da França ·

O apelo a afastar-se dos jihadistas, lançado há dois dias pelos representantes da comunidade muçulmana na França, foi secundado ontem pelos imames das principais mesquitas do país que, durante a tradicional prece de sexta-feira, condenaram as violências cometidas em nome do islão. «Denunciamos com grande determinação este delitos perpetrados pelos terroristas, cujo gesto criminoso corre o risco de sacrificar a nossa vontade de viver juntos», disse — refere France Presse — o reitor da grã-mesquita de Paris, Dalil Boubakeur, pedindo a todos os muçulmanos da França que participem nas manifestações previstas amanhã para homenagear as vítimas do atentado contra a sede de «Charlie Hebdo». Os autores de tais crimes «não são muçulmanos», pois «o profeta não pregava a violência contra os não-muçulmanos», afirmou Abdel Qader Achour na mesquita fundamentalista de Paris «Omar Ibn Al Khattab». A França, disse, «é o nosso país, vivemos aqui há três ou quatro gerações, e não devemos ter medo» (referindo-se aos numerosos gestos de intimidação dos últimos dias contra as mesquitas). Em Montpellier, o imame da mesquita da União,

Mustafa Riad, convidou a nunca responder ás provocações com armas. E em Bordeaux o teólogo e reitor da mesquita Tareq Oubrou — um dos quatro imames que a 7 de Janeiro participaram na audiência geral do Papa na praça de São Pedro — manifestou a «cólera» dos muçulmanos cuja fé é «confiscada por loucos», «ignorantes», «desequilibrados». E convidou os fiéis a «saírem do silêncio». Na Alemanha, responsáveis das comunidades cristã, muçulmana e judaica publicaram no diário «Bild» um manifesto confirmando que não se pode matar em nome de Deus. Segunda-feira, milhares de muçulmanos participarão em Berlim numa marcha silenciosa para condenar os gestos criminosos ocorridos na França.

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19 de Fevereiro de 2020

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