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Obrigado, querido e amado Paulo VI

· Na conclusão do sínodo o Papa declara beato Giovanni Battista Montini e no consistório convida a não se resignar a um Médio oriente sem cristãos ·

Um «obrigado» repetido três vezes com voz comovida: «Obrigado! Obrigado nosso querido e amado Papa Paulo VI! Obrigado pela teu humilde e profético testemunho de amor a Cristo e à sua Igreja!». Assim o Papa Francisco expressou o seu reconhecimento interior em relação ao Pontífice de Brescia proclamado beato na manhã de domingo 19 de Outubro, na praça de São Pedro, durante a missa conclusiva da terceira assembleia geral extraordinária do Sínodo dos bispos dedicada à família.

Aos setenta mil fiéis provenientes de toda a Itália e de diversas partes do mundo – significativa a presença de Bento XVI, o último dos cardeais que receberam a púrpura de Paulo VI – o bispo de Roma evocou a figura de Montini como «cristão corajoso», «apóstolo incansável» e «grande timoneiro do concílio», frisando em particular a «humildade» e a «sabedoria clarividente» com que «soube guiar o timão da barca de Pedro sem nunca perder a alegria e a confiança no Senhor».

Atento em perscrutar os sinais dos tempos, Paulo VI encorajou a Igreja a comprometer-se para «adaptar os caminhos e os métodos» às «aumentadas necessidades dos nossos dias e às mudadas condições da sociedade», recordou Francisco citando o motu proprio Apostolica sollicitudo com que Montini instituiu em 1965 o Sínodo dos bispos. E precisamente referindo-se à «grande experiência» de colegialidade vivida durante a assembleia dedicada à família, o Pontífice relançou a necessidade de se dedicar «sem hesitações» à missão de «se ocupar das feridas que sangram» e «reacender a esperança para tantas pessoas desanimadas».

Uma missão destinada a orientar o caminho rumo à próxima assembleia geral ordinária em programa para Outubro de 2015. «Semeámos e continuaremos a semear com paciência e perseverança – garantiu Francisco dirigindo-se aos padres sinodais que concelebraram com ele – na certeza de que é o Senhor quem faz crescer quanto semeámos».

E com 86 cardeais e patriarcas que participaram no sínodo, o Papa voltou a reunir-se na segunda-feira no consistório dedicado a duas canonizações e a uma análise da situação no Médio Oriente. À atenção dos purpurados foi apresentado sobretudo o drama dos cristãos perseguidos e vítimas de violências que se tornaram – denunciou – de «dimensões antes inimagináveis». Eis então o apelo a não se resignar e a despertar da indiferença as comunidades internacionais.

O Papa na conclusão da terceira assembleia geral extraordinária do Sínodo dos bispos dedicada à família 

A «relatio synodi» da terceira assembleia geral extraordinária do Sínodo dos bispos 

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19 de Agosto de 2019

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