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Obras não palavras

· ​No Angelus o Papa comentou a parábola do Bom Samaritano e convidou à proximidade para com os mais necessitados ·

É nos rostos do «menino faminto», do «migrante que muitos querem afastar», dos «avós abandonados nas casas de repouso» e do doente «sozinho no hospital» que o cristão de hoje pode atualizar, pondo-a em prática, a parábola do bom samaritano. 

Comentando-a no Angelus de domingo 11 de julho, o Papa Francisco frisou que ela indica «um estilo de vida, cujo baricentro não somos nós, mas os outros». Precisamente aqueles que «com as suas dificuldades, nos interpelam». Também porque, explicou, se «os outros não nos interpelam, alguma coisa não funciona», algo no «coração não é cristão». Eis então o convite do Pontífice para que as mulheres e os homens continuem a fazer a pergunta acerca de «quem é o meu próximo», a interrogar-se se devem amar os parentes, os amigos, os concidadãos, os correligionários - como exige o Evangelho - ou se inverter «a perspetiva inicial» e não «catalogar os outros para decidir quem é o meu próximo e quem não é». De resto, esclareceu, «depende de mim ser ou não o próximo da pessoa que encontro e que precisa de ajuda, mesmo se é desconhecida ou talvez hostil».

Em síntese, disse o Papa, a parábola do samaritano ensina ainda hoje a «praticar obras boas» e não só a pronunciar «palavras que o vento leva». De facto, só com as obras, frisou Francisco, «a fé germina e dá fruto». Trata-se, acrescentou dirigindo-se aos fiéis presentes em grande número na praça de São Pedro, de se perguntar se «a fé é fecunda e produz obras boas, ou se é estéril, mais morta do que viva», ou seja, se a capacidade de se fazer próximo de quem está em necessidade ou mais simplesmente se se acaba por passar ao lado ou no máximo selecionando as pessoas que se consideram merecedoras de ajuda. Para concluir com a admoestação de que é bom fazer estas perguntas com frequência, «porque no final seremos julgados sobre as obras de misericórdia».

Angelus do Papa  

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22 de Agosto de 2019

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