Nota

Este site utiliza cookies...
Os cookies são pequenos arquivos de texto que ajudam a melhorar a sua experiência de navegação no nosso site. Ao navegar em qualquer parte deste site você autoriza a utilização dos cookies. Poderá encontrar maiores informações sobre a policy dos cookies nas Condições de utilização.

Obcecados pelo ódio

· ​No Angelus o Papa rezou pelas vítimas dos atentados em Daca e Bagdad e para que o coração dos violentos se converta ·

«Peçamos ao Senhor que converta o coração dos violentos obcecados pelo ódio»: foi novamente um apelo à oração que o Papa lançou no dia seguinte aos trágicos ataques terroristas que nas noites de sexta-feira e sábado ensanguentaram as capitais de Bangladesh e do Iraque. Durante o Angelus de domingo 3 de julho, Francisco expressou proximidade «aos familiares das vítimas e dos feridos no atentado perpetrado em Daca e em Bagdad», convidando os fiéis presentes na praça de São Pedro a recitar uma ave-maria «pelos falecidos».

Precedentemente, ao comentar como de costume o evangelho do dia, Francisco falou sobre o capítulo dez de Lucas (1-12.17-20), que ajuda a «compreender quanto é necessário invocar Deus a fim de que mande operários para a sua messe». Eles, explicou, são os missionários, cuja «tarefa é anunciar uma mensagem de salvação». E isto, explicou Francisco, são chamados a fazer não só os «que vão longe» mas «também nós, missionários cristãos que dizemos uma boa palavra de salvação».

De resto, acrescentou, trata-se de «transmitir uma mensagem de esperança e consolação, de paz e caridade», para que «o Reino de Deus se construa dia após dia e ofereça já nesta terra os seus frutos de conversão, purificação, amor e consolação entre os homens». Eis o convite a «não destruir» mas «a construir», inclusive cientes «da realidade difícil e às vezes hostil», na qual vive o cristão, visto que – observou Francisco – «a hostilidade está sempre no início da perseguição». Além disso, continuou, o cristão deve esforçar-se «para se manter livre de condicionamentos humanos de qualquer tipo», o que «significa abandonar todos os motivos de orgulho pessoal, de carreirismo ou fome de poder». Porque, definitivamente, «a missão do cristão é admirável, destinada a todos, uma missão de serviço, sem excluir ninguém», que «requer muita generosidade e, sobretudo, o olhar e o coração dirigidos ao alto». E dado que «há necessidade de cristãos que testemunhem com alegria o Evangelho na vida diária», o Pontífice quis agradecer a «dedicação de muitos homens e mulheres que quotidianamente anunciam o Evangelho: sacerdotes – os bons párocos que todos conhecemos - religiosas, consagradas, missionárias e missionários». E não só: a tal propósito Francisco quis dirigir-se aos jovens presentes na praça, perguntando se alguém tinha ouvido «a chamada do Senhor», encorajando a não ter medo de responder afirmativamente. E no final da oração mariana, o Papa indicou também um modelo para seguir no jubileu da misericórdia: a jovem mártir Maria Goretti, cuja memória litúrgica se celebra na quarta-feira, 6 de julho, «que antes de morrer perdoou o seu assassino. Esta jovem corajosa – comentou – merece um aplauso».

Angelus do Papa

Edição em papel

 

AO VIVO

Praça De São Pedro

24 de Outubro de 2019

NOTÍCIAS RELACIONADAS