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O verdadeiro acontecimento

· No Angelus o Pontífice fala do discurso de Jesus sobre os últimos tempos ·

Jesus é o verdadeiro acontecimento que, no meio das perturbações do mundo, permanece o ponto firme e estável». Disse o Papa no Angelus de domingo, 18 de Novembro, na praça de São Pedro, falando do discurso evangélico sobre os últimos tempos.

Trata-se de um dos textos mais difíceis dos Evangelhos – explicou – porque «fala de um futuro que supera as nossas categorias». Com uma linguagem tirada de imagens e palavras do Antigo Testamento, Jesus prefigura  o fim do mundo inserindo numa descrição de género apocalíptico «um novo centro, que é Ele mesmo, o mistério da sua pessoa e da sua morte e ressurreição».

Nas palavras do Messias não há intenção  de descrever pormenorizadamente os últimos tempos. Jesus «não se comporta como um vidente» diz Bento XVI. Ao contrário, «Ele quer desviar os seus discípulos de todas as épocas da curiosidade pelas datas, pelas previsões, e ao contrário pretende dar-lhes uma chave de leitura profunda, essencial, e sobretudo indicar o caminho justo sobre o qual caminhar, hoje e amanhã, para entrar na vida eterna». Por isso o Senhor recorda que «tudo passa, mas a Palavra de Deus não muda, e face a ela cada um de nós é responsável pelo próprio comportamento. Com base nisto seremos julgados».

«Também na nossa época – observou o Pontífice – não faltam calamidades naturais, e infelizmente nem sequer guerras e violências». Eis por que «também hoje precisamos de um fundamento estável para a nossa vida e para a nossa esperança, muito mais por causa do relativismo no qual estamos imersos». Eis o motivo do convite a «acolher este centro na Pessoa de Cristo e na sua Palavra».

Depois da oração mariana, o Papa recordou a beatificação de María Crescencia Pérez, que teve lugar no sábado na Argentina, indicando na religiosa da congregação das Filhas de Maria Santíssima do Horto um «modelo de doçura evangélica animada pela fé». Em seguida dirigiu expressões de saudação aos diversos grupos linguísticos presentes, dirigindo uma saudação especial aos voluntários do Banco Alimentar – comprometidos desde 1989 na recolha de excessos de alimentos da produção agrícola, da indústria alimentar, da grande cadeia de distribuição e da hotelaria, para os distribuir gratuitamente às estruturas caritativas italianas – e encorajou «todas as iniciativas que eduquem para a partilha, como resposta às dificuldades de tantas famílias».

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12 de Dezembro de 2019

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