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O sal, a luz, a vida

· No Angelus o Papa recordou que o doente é sobretudo pessoa ·

No Angelus de 6 de Fevereiro o Papa lançou um apelo em prol da «convivência pacífica» no Egipto, evocando a necessidade de acolher a vida de cada ser humano.

Prezados irmãos e irmãs

No Evangelho deste domingo, o Senhor Jesus diz aos seus discípulos: «Vós sois o sal da terra... Vós sois a luz do mundo» ( Mt 5, 13.14). Mediante estas imagens ricas de significado, Ele quer transmitir-lhes o sentido da sua missão e do seu testemunho. Na cultura médio-oriental, o sal evoca vários valores como a aliança, a solidariedade, a vida e a sabedoria. A luz é a primeira obra de Deus Criador e é fonte da vida; a própria Palavra de Deus é comparada com a luz, como proclama o salmista: «A vossa palavra é lâmpada para os meus passos, luz para o meu caminho» ( Sl 119, 105). E ainda na Liturgia de hoje, o profeta Isaías diz: «Se deres do teu pão ao faminto, se alimentares os pobres, a tua luz levantar-se-á na escuridão e a tua noite resplandecerá como o pleno dia» (58, 10). A sabedoria resume em si os efeitos benéficos do sal e da luz: com efeito, os discípulos do Senhor são chamados a dar novo «sabor» ao mundo e a preservá-lo da corrupção, com a sabedoria de Deus, que resplandece plenamente no rosto do Filho, porque Ele é a «verdadeira luz que a todos ilumina» ( Jo 1, 9). Unidos a Ele, os cristãos podem difundir no meio das trevas da indiferença e do egoísmo a luz do amor de Deus, autêntica sabedoria que confere significado à existência e ao agir dos homens.

No próximo dia 11 de Fevereiro, memória da Bem-Aventurada Virgem de Lourdes, celebraremos o Dia Mundial do Doente. É uma ocasião propícia para meditar, rezar e aumentar a sensibilidade das comunidades eclesiais e da sociedade civil para os irmãos e as irmãs doentes. Na Mensagem para este Dia, inspirada por uma expressão da primeira Carta de Pedro: «Pelas suas chagas fostes curados» (2, 24), convido todos a contemplar Jesus, o Filho de Deus que sofreu, morreu e ressuscitou. Deus opõe-se radicalmente à prepotência do mal. O Senhor cuida do homem em cada situação, partilha o sofrimento e abre o coração à esperança. Portanto, exorto todos os agentes no campo da saúde a reconhecer no doente não só um corpo marcado pela fragilidade, mas antes de tudo uma pessoa, à qual oferecer toda a solidariedade e respostas adequadas e competentes. Além disso, neste contexto recordo que hoje se celebra na Itália o «Dia para a vida». Faço votos a fim de que todos se comprometam para fazer aumentar a cultura da vida, para pôr no centro o valor do ser humano, em todas as circunstâncias. Segundo a fé e a razão, a dignidade da pessoa é irredutível às suas faculdades ou às capacidades que pode manifestar, e portanto não diminui quando a própria pessoa é frágil, inválida e necessitada.

Caros irmãos e irmãs, invoquemos a intercessão materna da Virgem Maria, a fim de que os pais, os avós, os professores, os sacerdotes e quantos estão comprometidos na educação possam formar as jovens gerações na sabedoria do coração, para que alcancem a plenitude da vida.

Após a recitação do Angelus, o Santo Padre lançou o seguinte apelo em prol da paz no Egipto.

Nestes dias, acompanho com atenção a delicada situação da amada Nação egípcia. Peço a Deus que essa Terra, abençoada pela presença da Sagrada Família, volte a encontrar a tranquilidade a convivência pacífica, no compromisso partilhado pelo bem comum.

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7 de Dezembro de 2019

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