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O risco é a indiferença

· Novo apelo do Papa em favor da Síria enquanto o encontro de oração no Vaticano com os presidentes palestino e israelita foi estabelecido para o dia 8 de Junho ·

Existe o risco de que o drama diário vivido pela população síria acabe na indiferença. E que milhares de pessoas continuem a morrer de fome e de doenças provocadas por uma guerra que, não obstante tudo, não parece terminar. Por isso o Papa Francisco renovou o seu apelo à comunidade internacional, convidando-a a não ceder à tentação da «globalização da indiferença», uma «doença – denunciou – que nos faz muito mal hoje no mundo».

O Pontífice confiou as suas preocupações pela crise síria aos responsáveis pelos organismos de caridade católicos reunidos em Roma no Pontifício Conselho Cor Unum para fazer um balanço sobre a actividade realizada para assistir a população do país. O encontro, iniciado na manhã de sexta-feira, 30 de Maio, prosseguiu durante a tarde em Santa Marta, onde o bispo de Roma saudou os participantes, acompanhados pelo cardeal presidente Robert Sarah.

No discurso que lhes entregou, o Papa Francisco voltou a condenar firmemente o uso das armas e a convidar as partes em causa «a negociar, pondo em primeiro lugar o bem da Síria» e «de todos os seus habitantes». Aos quais o Pontífice pediu para garantir a assistência humanitária, a fim de pôr fim ao êxodo de «milhares de prófugos, entre os quais idosos e crianças», que «tiveram que se refugiar noutros países e que têm o direito de regressar o mais rápido possível à pátria».

Uma situação da qual falou também o cardeal Pietro Parolin, secretário de Estado, que interveio durante os trabalhos. «É necessário – disse numa entrevista à Rádio Vaticano – que a toda a população, independentemente da sua pertença religiosa ou étnica, cheguem os alimentos e os cuidados médicos». O purpurado, como o Papa, está preocupado pelo «risco que se torne um conflito esquecido» e relançou o apelo à negociação, definindo «a única via» para sair da crise. Evocou também o papel dos cristãos, chamados a ser «pontes em todas as direcções» e «elementos de aproximação entre as várias partes em luta».

Neste contexto o secretário de Estado evidenciou o significado do encontro de oração pela paz para o qual o Pontífice convidou os presidentes palestino e israelita, programado no Vaticano para a tarde do dia 8 de Junho, domingo de Pentecostes, iniciativa que «terá um significado simbólico muito forte» e será caracterizada – frisou – pelo «valor acrescido» da «oração como força da paz».

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14 de Outubro de 2019

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