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O rio vivo

· Numa mensagem vídeo à faculdade teológica da Universidade católica argentina o Papa recorda o Vaticano II e ressalta a ligação dinâmica entre tradição recebida e realidade concreta ·

Filho do seu povo, crente e profeta: são as três características do teólogo indicadas pelo Papa Francisco na mensagem vídeo com a qual saudou os participantes no congresso internacional de teologia, que teve lugar de 1 a 3 de Setembro na Universidade católica argentina de Buenos Aires. 

Recordando que o encontro foi realizado na dupla celebração do centenário da faculdade teológica e do cinquentenário do encerramento do concílio Vaticano II, o Pontífice frisou que precisamente uma das principais contribuições daquela assembleia foi a tentativa de superar o «divórcio entre teologia e pastoral. Entre fé e vida», até «revolucionando» «o estatuto da teologia». Por isso, «estamos diante de dois momentos de forte consciência eclesial. Celebrar cem anos da Faculdade de teologia é comemorar o processo de amadurecimento de uma Igreja particular. É celebrar a vida, a história e a fé do Povo de Deus que caminha nesta terra. Uma fé que procura radicar-se, encarnar-se, representar-se e interpretar-se face à vida do seu povo, e não à margem». Por isso, foi muito importante ter unido as celebrações para a instituição académica com o cinquentenário do encerramento do Vaticano II. Com efeito, acrescentou o Papa, «não existe uma Igreja particular isolada, que possa dizer-se só, como se pretendesse ser senhora e única intérprete da realidade e da acção do Espírito. Não existe uma comunidade que tenha o monopólio da interpretação ou da inculturação». Assim como «ao contrário, não existe uma Igreja universal que vire as costas, ignore, se desinteresse da realidade local». Aliás, concluiu, «a catolicidade exige esta polaridade de tensão entre o particular e o universal. Aniquilar esta tensão vai contra a vida do Espírito».

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25 de Agosto de 2019

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