Nota

Este site utiliza cookies...
Os cookies são pequenos arquivos de texto que ajudam a melhorar a sua experiência de navegação no nosso site. Ao navegar em qualquer parte deste site você autoriza a utilização dos cookies. Poderá encontrar maiores informações sobre a policy dos cookies nas Condições de utilização.

O ponto de vista de Deus

· No discurso ao Cor Unum o Papa alerta contra as ideologias manipuladoras ·

A reciprocidade entre masculino e feminino é expressão da beleza da natureza desejada pelo Criador

O cristão que trabalha nos organismos de caridade deve aderir «ao ponto de vista de Deus», ao seu desígnio sobre o homem, sem se deixar seduzir por derivas negativas, provocadas por ideologias manipuladoras que tendem a afirmar «a absolutização do homem», afirmou o Papa na manhã de sábado 19 de Janeiro, durante a audiência concedida aos participantes na assembleia plenária do Pontifício Conselho Cor Unum, dedicada ao tema «Caridade, nova ética e antropologia cristã».

Quando o homem não procurou este desígnio, disse o Pontífice, permaneceu vítima daquelas culturas que acabaram por o tornar escravo. E a este propósito evocou o período em que predominavam «ideologias que estimulam o culto da nação, da raça e da classe social», que depois se revelaram «verdadeiras idolatrias». Não muito diferente é o que acontece nos nossos dias, por causa daquilo que o Papa não hesita em definir «capitalismo selvagem» com o seu culto do lucro, do qual derivaram crises, desigualdades e miséria. «Por sua vez, infelizmente – observou o Papa – também o nosso tempo conhece sombras que ofuscam o desígnio de Deus. Refiro-me sobretudo a uma trágica redução antropológica que repropõe o antigo materialismo hedonista, ao qual se acrescenta um “prometeísmo tecnológico”. Da união entre uma visão materialista do homem e o grande desenvolvimento da tecnologia emerge uma antropologia no fundo ateia».

Prescindindo de Deus, prosseguiu, cai-se na perspectiva de um homem sem alma, todas as experiências são aceitáveis e cada manipulação é legitimada.

É claro que diante de uma semelhante redução antropológica, disse o Pontífice, compete a cada cristão, de modo particular a quantos estão comprometidos em actividades caritativas, exercer discernimento e vigilância, mas também «recusar financiamentos e colaborações que, directa ou indirectamente, favorecem acções ou projectos em contraste com a antropologia cristã». A Igreja, recordou por fim, está sempre comprometida «em promover o homem segundo o desígnio de Deus» na sua dignidade integral e no respeito pelas suas dimensões «vertical e horizontal».

Edição em papel

 

AO VIVO

Praça De São Pedro

23 de Setembro de 2019

NOTÍCIAS RELACIONADAS