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O Papa e a Itália

· O Pontífice confiou todo o povo à «Mater unitatis» ·

Bento XVI, bispo de Roma e primaz da Itália, quis rezar com todos os bispos do país — recitando o rosário na mais antiga basílica mariana do ocidente — e falar a todo o povo italiano. Para ressaltar mais uma vez a real participação da Santa Sé no 150º aniversário da unidade política daquela Nação cuja história está ligada à da Igreja de Roma de modo muito especial.

Uma participação que é antes de tudo proximidade profunda. Dela os mass media focalizaram prevalecentemente os aspectos sociais e políticos, mas ao contrário ela é sobretudo o testemunho da presença da Igreja como elemento constitutivo da unidade profunda do país, uma unidade muito antecedente à política. Como mostram a história do papado e a contribuição dos católicos para a identidade e a unificação real da Nação.

Pensemos unicamente, em anos recentes, no vínculo anexado por João Paulo II ao santuário, também ele mariano e tão profundamente italiano, de Loreto. Pensemos também na dramática participação de Paulo VI na tragédia que levou à morte, vil e devastadora também nas suas consequências políticas, de Aldo Moro. Por fim, pensemos na contribuição fundamental dada à Itália pelos católicos: dos representantes políticos mais respeitáveis aos leigos comprometidos nas mais variadas realidades, às irmãs educadoras e aos tantíssimos sacerdotes, muitas vezes figuras heróicas e santas que fizeram o país. Sim, o Papa tem deveras razão quando repete que a Itália, politicamente unida há um século e meio, «pode ser orgulhosa da presença e da acção da Igreja».

Tudo isto está na base do discurso papal. Com o seu apelo às forças políticas a «fortalecer o vínculo nacional e a superar qualquer contraposição prejudicial», com um olhar confiante para o futuro: para que os leigos católicos participem na vida pública, para que o país respire unido do Norte ao Sul, para que a Igreja colabore com o Estado. No respeito da «legítima laicidade do Estado», e ao mesmo tempo atenta a defender os direitos do homem: sobretudo em tutela da pessoa humana, em todas as fases da vida, e da família, o núcleo tão descuidado, mas tão fundamental, da sociedade.

Na convicção razoável de que a fé «não é alienação». Precisamente por isto Bento XVI quis recitar o Rosário com os bispos italianos e em comunhão com todas as comunidades católicas do país. Para «criar espaço para Deus» como fez Maria, imagem de cada crente e da Igreja.

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23 de Setembro de 2019

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