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O olhar de Jesus

Para falar do terrível escândalo dos abusos contra menores, perpetrados por membros do clero, o Papa Francisco meditou sobre um momento pungente da paixão de Cristo, sobre o instante em que o olhar de Jesus se cruza com o de Pedro, o qual acabava de o renegar e chora. E fê-lo na homilia durante a missa celebrada no início da manhã em Santa Marta, onde estavam presentes algumas vítimas, com as quais depois transcorreu a manhã inteira numa série de longos diálogos pessoais.

A elas, mas falando não apenas aos católicos, o bispo de Roma abriu o coração diante deste abismo do mal: não somente actos censuráveis, mas até mesmo um «culto sacrílego» que nestes inocentes profanou a própria imagem de Deus, disse com angústia o Papa. E parecia ouvir as palavras do seu predecessor Bento XVI, proferidas com vergonha e humildade, assumindo pecados e delitos de membros da Igreja, nos vários encontros realizados com grupos de vítimas.

E também Francisco, diante de Deus e do seu povo, declarou com força a gravidade e a ignomínia de gestos que deixam cicatrizes para a vida inteira, e às vezes causaram o desespero do suicídio. Depois, pedindo perdão pelos «actos de omissão por parte de chefes da Igreja», agradeceu a coragem de quantos fizeram sobressair a verdade, rasgando assim as trevas de uma obscuridade que pode ser curada «pelo abraço do Menino Jesus».

Mas sobretudo, o Papa pediu a graça das lágrimas, para que «a Igreja chore e repare pelos seus filhos e filhas que atraiçoaram». Para se levantar das quedas, implorando que os lobos não voltem a devastar a grei de Deus.

g.m.v.

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25 de Agosto de 2019

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