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O nó de ouro

· ​Francisco concluiu as reflexões sobre a família e convidou a superar os lugares-comuns sobre a mulher. Antes da viagem saudou os cubanos e os americanos e pediu aos ministros europeus do Meio Ambiente que façam escolhas solidárias ·

A família é a «comunidade humana fundamental e insubstituível»: afirmou o Papa Francisco – na audiência geral de quarta-feira, 16 de Setembro, na praça de São Pedro – concluindo as reflexões sobre o tema do matrimónio e da vida familiar, na vigília de dois importantes encontros a eles dedicados: o Encontro mundial em Filadélfia e o Sínodo dos bispos no Vaticano. Ambas as assembleias – explicou – «têm uma importância que corresponde ao alcance universal» da família. E isto assume relevância particular – observou o Papa na actual transição da civilização «marcada pelos efeitos de uma sociedade administrada pela tecnocracia económica» que subordina «a ética à lógica do lucro», dispondo «de meios ingentes e de apoio midiático enorme». Eis então os votos para que «uma nova aliança do homem e da mulher», considerada «não só necessária», mas «também estratégica para a emancipação dos povos da colonização do dinheiro». Uma aliança, disse, que «deve voltar a orientar a política, a economia e a convivência civil». De resto, «ela decide a habitabilidade da terra, a transmissão do sentimento da vida, os vínculos da memória e da esperança». E «desta aliança, a comunidade conjugal-familiar do homem e da mulher é a gramática generativa, o “nó de ouro”».

A este propósito, o Pontífice frisou o modo como a família haure a fé «da sabedoria da criação de Deus», que confiou a esposo e esposa «não o cuidado de uma intimidade finalizada a si mesma, mas o projecto emocionante de tornar “doméstico” o mundo. Precisamente a família – comentou – está no início, na base desta cultura mundial que nos salva de muitos ataques, destruições, colonizações, como a do dinheiro ou das ideologias que ameaçam o mundo. A família é a base para nos defender».

Sucessivamente, Francisco advertiu contra os generalizados «lugares-comuns, às vezes até ofensivos, sobre a mulher tentadora que inspira ao mal». Em vez, prosseguiu, «há espaço para uma teologia da mulher que esteja à altura desta bênção de Deus para ela e para a geração».

No final da audiência o Papa pediu aos presentes para o acompanhar com a oração por ocasião da viagem apostólica a Cuba e aos Estados Unidos da América, que terá início no sábado 19. «Uma missão que realizarei com grande esperança», disse ao saudar os povos cubano e americano.

Precedentemente, no hall da Sala Paulo VI, o Pontífice encontrou-se com os ministros do Meio Ambiente da União europeia. Em vista «dos importantes eventos internacionais dos próximos meses», isto é, a adopção dos objectivos de desenvolvimento sustentável no final deste mês e a sucessiva Conferência sobre o clima em Paris, pediu-lhes para que se inspirem em três princípios fundamentais: «solidariedade, justiça e participação».

Catequese do Papa

Discurso aos ministros do Meio Ambiente da União europeia

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14 de Outubro de 2019

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