Nota

Este site utiliza cookies...
Os cookies são pequenos arquivos de texto que ajudam a melhorar a sua experiência de navegação no nosso site. Ao navegar em qualquer parte deste site você autoriza a utilização dos cookies. Poderá encontrar maiores informações sobre a policy dos cookies nas Condições de utilização.

O mistério de um Deus com mãos e coração de homem

· Dedicada à Encarnação a audiência geral de Bento XVI na Sala Paulo VI ·

O Filho de Deus «trabalhou com mãos de homem, pensou com mente de homem, agiu com vontade de homem, amou com coração de homem».  Evocando as palavras da constituição conciliar Gaudium et spes o Papa realçou «a grande e maravilhosa riqueza do mistério da Encarnação»: mistério de um Deus – explicou durante a audiência geral de quarta-feira 9 de Janeiro – «que desceu do seu Céu para entrar na nossa carne» e nos  aplanar deste modo «o caminho para o Céu, rumo à plena comunhão com Ele».

Trata-se de uma verdade – disse o Pontífice falando aos fiéis reunidos na Sala Paulo VI –  «à qual estamos tão habituados que quase já não nos impressiona  a grandeza do evento que ela exprime», porque vivemos preocupados  sobretudo com os «aspectos exteriores» das festas natalícias. Portanto, é preciso «recuperar a admiração diante deste mistério», deixando-nos «envolver pela grandeza deste evento: Deus, o verdadeiro Deus, Criador de tudo, percorreu como homem as nossas estradas, entrando no tempo do homem».

No centro da Encarnação está a lógica da «gratuidade do amor»: Deus – recordou Bento XVI  –  «fez do seu Filho único um dom para nós, assumiu a nossa humanidade para nos doar a sua divindade». Portanto, «não é importante que a nossa oferenda seja cara ou não; quem não consegue doar um pouco de si mesmo, doa sempre muito pouco».

No mistério do Deus que se fez homem – observou o Pontífice – está encerrado todo «o realismo inaudito do amor divino». De facto, Cristo encarna-se num  determinado tempo e lugar, cresce numa família, frequenta amigos, trabalha com um grupo de discípulos. Para o Papa este modo de agir representa «um forte estímulo a interrogar-nos sobre o realismo da nossa fé, que não deve ser limitada à esfera do sentimento, das emoções, mas deve entrar concretamente na nossa existência, isto é, estimular  a nossa vida  de todos os dias e orientá-la também de modo prático». É também desta maneira que a Encarnação dá vida a «uma nova criação», porque «só em Jesus se manifesta completamente o projecto de Deus sobre o ser humano: Ele é o homem definitivo segundo Deus».

Edição em papel

 

AO VIVO

Praça De São Pedro

7 de Dezembro de 2019

NOTÍCIAS RELACIONADAS