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O lugar das mulheres na Igreja

· No Vaticano a Action catholique de femmes ·

De 26 a 30 de junho a associação francesa Action catholique des femmes estará no Vaticano. A antiga e gloriosa associação — fundada em 1901 para defender a liberdade religiosa, e depois sempre empenhada em ajudar mulheres de todas as idades e condições sociais a viver mais intensamente os valores cristãos, baseando o papel feminino na sua vocação batismal — renovou-se recentemente. Tendo reescrito os estatutos, que salientam a identidade da associação entendida como movimento católico de mulheres e não só movimento de mulheres católicas, reiterou-se a vocação originária de ajudar as mulheres a cultivar a própria vida espiritual, agora aberta também a não-crentes ou a pessoas pertencentes a outras religiões.

Na sua longa história, a associação apoiou sempre a emancipação das mulheres na sociedade e, a partir de 2015, o objetivo identificado é combater para que às mulheres seja reconhecido o justo lugar na Igreja nos momentos decisórios. Portanto, as perguntas que as sócias farão ao Papa estão ligadas a esta proposta, e começam com a denúncia do desinteresse em relação a elas por parte de muitos eclesiásticos, indiferentes ao facto de que estas mulheres estão a interrogar-se sobre o futuro da Igreja, sobre o modo de anunciar a encarnar Cristo hoje. E aos numerosos prelados que não as ouvem, perguntam: não seria bom fazê-lo juntos?

E depois passam a perguntar por que as mulheres — como batizadas e como crentes — não devem ocupar um lugar inteiro e reconhecido como os seus irmãos na comunidades dos discípulos de Jesus. Sem a presença e o serviço silencioso das mulheres, quais seriam o lugar e o papel da Igreja no mundo? Não se priva porventura a nossa Igreja de coisas essenciais, deixando de lado as mulheres?

A sua proposta, as suas perguntas, constituem mais um elemento no quadro em forte crescimento daquelas mulheres que dirigem um olhar crítico para a marginalização na qual a mentalidade clerical as circunscreve dentro da Igreja. Proposta e perguntas que deixam entender com clareza e coragem que esta exclusão já não encontra nem consenso nem legitimação na cultura das sociedades contemporâneas. (lucetta scaraffia)

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21 de Outubro de 2019

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