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O homem da paz

· Entrevista ao arcebispo Angelo Becciu ·

O verdadeiro rosto do islão não corresponde ao mostrado pelos fundamentalistas. O crente muçulmano é preponderantemente um moderado e, graças à sua religiosidade, consegue intuir se um interlocutor vem falar em nome de Deus ou fazer propaganda de ideias vazias. Assim disse, entre outras coisas, numa entrevista ao nosso jornal, o arcebispo Angelo Becciu, substituto da Secretaria de Estado, expressando uma convicção que teve confirmação evidente no interesse e no respeito com o qual os chefes muçulmanos receberam Bento XVI no Líbano. Na entrevista o prelado – que como habitualmente acompanhou o Pontífice na viagem – realçou também a coragem do Papa num contexto difícil e dramático como o actual.

Os dias que Bento XVI passou no Líbano serão recordados por mais de um motivo. Tendo-os vivido tão de perto, que impressão teve?

Tratou-se de uma viagem histórica, como aquela à Terra Santa em 2009. Depois, desta vez o Papa deu-nos um exemplo de coragem deveras impressionante. Com o agravar-se da situação na Síria e o aumento das manifestações violentas noutros países vizinhos, poder-se-ia pensar que a escolha mais lógica e de bom senso fosse o cancelamento da viagem ao Líbano. Ao contrário, Bento XVI, como declarou explicitamente aos jornalistas que o acompanharam, nunca pensou em renunciar ao seu projecto, convicto de que riscos e perigos não devem ser obstáculo a quem leva o anúncio da paz e do Evangelho.

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23 de Setembro de 2019

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