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O G20 não encontra um acordo
sobre as sanções aos traficantes de seres humanos

· ​Nos primeiros esboços do comunicado final os líderes mundiais não aprovam a proposta europeia ·

Uma grande ocasião perdida. O g20 não encontra um acordo para aprovar sanções contra os traficantes de seres humanos. Por causa da oposição da Rússia e da China, faliu a tentativa da Ue de inserir no documento conclusivo do encontro de Hamburgo uma passagem que incluía medidas internacionais contra os traficantes. Um aspeto de importância fulcral em relação à emergência da imigração. O texto final, explicou um alto funcionário europeu, «é menos bom do que gostaríamos que fosse: assumiremos compromissos um pouco vagos contra os traficantes, no esforço de os levar à justiça, que será claramente menor do que aquele ao qual aspirava o presidente do Conselho europeu Donald Tusk». A mesma fonte explicou que o tema das sanções contra os traficantes «foi posto sobre em discussão: houve intensos debates bilaterais». A proposta contou com a «aprovação de um certo número de Estados membros», mas não foi incluída no texto «por causa das objeções de dois grandes países não ocidentais, China e Rússia».

Portanto, o g20 alemão não teve um balanço positivo. Segundo os primeiros rumores sobre o comunicado final, não foi definida uma posição comum nem sequer a respeito do clima. O texto do comunicado cita três parágrafos sobre este tema. No primeiro recorda-se que «uma economia forte e um planeta saudável são duas realidades que se fortalecem reciprocamente». Através de uma verdadeira inovação, «da criação de lugares de trabalho e da competitividade é possível enfrentar os desafios da mudança climática». No segundo parágrafo «observa-se» a decisão de Washington de se retirar do acordo de Paris, assinado em 2015. Portanto, a divergência não foi resolvida. Como frisam numerosos analistas, com a retirada dos Eua, os objetivos do acordo tornam-se matematicamente irrealizáveis, não obstante a vontade que os outros países têm de ir em frente. O único ponto comum alcançado pelos líderes parece ser a condenação do protecionismo, também ela contida no esboço do comunicado. Contudo, como observam os peritos, inclusive neste caso trata-se de um acordo tíbio, filho de um compromisso frágil. 

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