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​O espírito do diálogo

· ​Aos bispos do Mali em visita «ad limina» o Papa pede que se oponham à intolerância e à exclusão e encorajem as Igrejas europeias a um compromisso comum sobre liberdade religiosa e imigração ·

Apreço pelo compromisso a favor do diálogo entre as religiões e contra qualquer forma de intolerância e exclusão, foi expresso pelo Papa Francisco aos prelados da Conferência episcopal do Mali, recebidos em audiência na manhã de quinta-feira 7 de Maio, por ocasião da visita «ad limina apostolorum».

No discurso entregue aos bispos, o Pontífice expressou preocupação pela «situação delicada» que há alguns anos atravessa o país africano e recordou que dificuldades e provas muitas vezes prejudicam «a convivência entre as diversas componentes da sociedade, não poupando a harmonia entre os homens e as mulheres das diversas religiões presentes na terra maliana, rica de um glorioso passado, sinónimo de tradições admiráveis entre os quais a tolerância e a coesão». Daqui a necessidade - recomendou o Papa Francisco – de que todos trabalhem para «dar o melhor de si» levantando «o olhar para além do horizonte do egoísmo e dos interesses de parte, a fim de procurar o bem comum».

Entre os outros temas abordados no discurso, a defesa da família e da vida, a valorização do papel da mulher, o discernimento das vocações sacerdotais, a educação para a paz e a reconciliação, a promoção humana e social. «Gostaria de homenagear – disse a este propósito o Pontífice – os numerosos cristãos que defendem a cultura da solidariedade e do acolhimento, em particular para fazer face às violências destes últimos anos».

Francisco tinha falado de solidariedade e de acolhimento também aos membros da comissão conjunta da Conferência das Igrejas europeias (Cec) e do Conselho das conferências episcopais da Europa (Ccee), recebidos pouco antes em audiência. Em particular, o Papa recordou-lhes alguns dos «desafios novos e decisivos» que interpelam hoje as comunidades eclesiais da Europa, chamando-os a falar «com uma só voz»: entre estas, a salvaguarda do direito de «exprimir livremente e praticar as próprias convicções religiosas de forma pacífica e legítima»; a atitude de abertura perante a «dramática e, muitas vezes, trágica migração de milhares de pessoas em fuga de guerras, perseguições e miséria»; o compromisso espiritual e material «para levar diálogo e paz aos conflitos em curso».

Discurso do Papa aos bispos do Mali

Discurso à comissão conjunta da Cec e do Ccee

Edição em papel

 

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19 de Agosto de 2019

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