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O escândalo da normalidade

Jorge Mario Bergoglio narrado em primeira mão no livro «Francisco, vida y revolución»

No dia 21 de Novembro as edições Lindau publicará o livro de Elisabetta Piqué, já editado na Argentina com o título Francisco, vida y revolución. Publicamos na edição quotidiana de L'Osservatore Romano um excerto do volume numa nossa tradução e uma entrevista à autora.

«Bergoglio pode ser a surpresa do conclave. É um candidato muito forte, mais do que se possa pensar». Assim recitava, na manhã de 13 de Março, um artigo assinado por Elisabetta Piqué e publicado no jornal argentino «La Nación». A única que ousou uma previsão semelhante. Ninguém dava como favorito o cardeal Bergoglio, nem fora nem dentro do Vaticano. A escolha do novo Pontífice parecia já modelada nas figuras de Angelo Scola, Pedro Scherer e Marc Ouellet. Com o primeiro totalmente em vantagem. A maior parte dos jornais e sites de informação do mundo tinha sobre as escrivaninhas biografias pormenorizadas com imagens que reconstruíam minuciosamente os momentos salientes das suas vidas. «No entanto, foi suficiente que Bergoglio durante o Conclave tomasse a palavra uma só vez, com um pronunciamento de três minutos e meio, para despertar os presentes, para mudar a história».

É um Bergoglio narrado em primeira mão, directo e verdadeiro, que sobressai das páginas de Elisabetta Piqué, no livro Francisco, vida y revolución. Sete meses de pesquisa em «estilo antigo», procurando confirmações e comparando fontes em 373 páginas ricas de pormenores inéditos sobre o conclave e sobre a vida de Jorge Bergoglio. Páginas para entender Francisco, o Papa que telefona, escreve e fala com clareza. O primeiro Pontífice latino-americano da história. O primeiro não europeu nos últimos treze séculos. O primeiro jesuíta. Através de pormenores inéditos e dezenas de testemunhos de pessoas que o conheciam bem, a jornalista argentina reconstruiu toda a existência do Papa Francisco dedicando muito espaço à sua vida antes da eleição: para saber o que fará Bergoglio-Pontífice é preciso descobrir a subtil ligação entre a sua experiência «no fim do mundo» e o seu novo papel. É este o fio condutor que une todas as narrações e o que sobressai é um retrato novo, e pela primeira vez completo, de Jorge Bergoglio. O livro – escrito de modo ágil e arrebatador – concentra-se no sentido daqueles gestos diários de Francisco que se tornaram espelhos impiedosos capazes de fazer envelhecer num instante as meias-medidas e as tibiezas, os compromissos com a consciência, os quero-mas-não-posso.

São poucas as jornalistas com um currículo como o de Elisabetta Piqué. A sua paixão por narrar os factos do mundo é antiga, foi enviada ao Afeganistão e ao Kossovo, ocupou-se do Médio Oriente por muitos anos . Elisabetta é incansável. Tem 46 anos (mas demonstra menos), um marido vaticanista, dois filhos. É formada em Ciências Políticas na Universidade Católica Argentina. Desde 1999 é correspondente na Itália do jornal argentino La Nación. Florentina de nascimento, cresceu na Argentina e publicou dois livros. É muito activa nos social net works, escreve tweets de todos os lugares onde se encontra.

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22 de Janeiro de 2020

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