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O ensinamento da memória

· Comemorações das vítimas vinte anos após o genocídio no Ruanda ·

Chegará hoje ao sacrário de Gisozi, na capital ruandesa Kigali, a tocha que nos últimos três meses atravessou todo o país para recordar as vítimas do genocídio de há vinte anos, começado a 7 de Abril de 1994, logo a seguir ao assassínio dos Presidentes, Juvénal Habyariman, ruandês, e Cyprien Ntaryamira, burundinês, quando o avião no qual viajavam foi abatido em fase de aterragem em Kigali. A tocha chama-se Kwibuka (que significa «recordando», na língua local).

Lê-se «Recordar, unir, renovar» no manifesto da comemoração das vítimas de um dos maiores horrores da história, que provocou mais de oitocentos mil mortos, na maioria tutsi, mas também hutu moderados, e dois milhões de prófugos, neste caso quase todos de maioria hutu, derrotados na guerra civil.

As cerimónias começam hoje em Kigali – onde chegou entre outros o Secretário geral da Onu, Ban Ki-moon – e prosseguirão por cem dias, como cem dias, há vinte anos, duraram os massacres de centenas de milhares de mulheres e homens, idosos e crianças. Recordar, precisamente, mas também renovar e unir um país ainda dilacerado internamente e, muitas vezes, em contraste com a comunidade internacional. Por sua vez, com a presença em Kigali, Ban Ki-moon quer e deve testemunhar a vontade internacional para que nunca mais se repita a substancial indiferença demonstrada na época sobre quanto estava a acontecer.

Embora, desde o início, não tenham faltado admoestações e apelos sinceros às consciências mais atentas, sendo os primeiros de João Paulo II, que da tragédia ruandesa falou constantemente naqueles meses. Já em Janeiro daquele ano, no discurso ao Corpo diplomático junto da Santa Sé, o Papa admoestou sobre os perigos que incumbiam sobre o Ruanda. E no Regina Caeli de 10 de Abri, no início das violências, fez «apelo a todos os responsáveis, também da comunidade internacional, para que não desistam de buscar todas as vias que possam deter tanta destruição e morte».

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25 de Janeiro de 2020

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