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O diálogo começa com o encontro

· O Papa Francisco recorda que o antídoto mais eficaz contra a violência é a aceitação da diferença ·

O antídoto mais eficaz contra a violência é «a aceitação da diferença como riqueza e fecundidade». Por isso – recordou o Papa Francisco aos participantes no congresso promovido por ocasião do cinquentenário da abertura em Roma do Pontifício Instituto de estudos árabes e islâmicos – na base de qualquer experiência de diálogo deve estar o encontro, que «gera o primeiro conhecimento do outro» e ensina a «superar os preconceitos e as falsidades», permitindo que «se comece a compreender o outro segundo uma perspectiva nova».

Durante a audiência, que teve lugar na manhã de sábado, 24 de Janeiro, na Sala Clementina, o Pontífice recomendou que não seja descuidada «a prática da escuta», indicada não só como «condição necessária num processo de compreensão recíproca e de convivência pacífica» mas também como «dever pedagógico». Disto deriva, especificou, a exigência de «uma formação adequada a fim de que, firmes na própria identidade, se possa crescer no conhecimento recíproco».

Francisco advertiu sobretudo contra o perigo de cair «nos laços de um sincretismo conciliador mas, no final, vazio e precursor de um totalitarismo sem valores». Para evitar isto, é necessário maturar «um forte sentido de responsabilidade», conjugando «paciência e humildade» com a capacidade de «um estudo aprofundado», porque – frisou - «o aproximativo e a improvisação podem ser contraproducentes ou, até, causa de mal-estar e de impedimento».

Em síntese, há necessidade de «um compromisso duradouro e contínuo a fim de não sermos colhidos impreparados nas diversas situações e nos diferentes contextos». O Pontífice recomendou «uma abordagem científica inspirada na admiração e na surpresa», convidando a «não perder a bússola do respeito e da estima recíproca». Com estas premissas, concluiu, «aproximamo-nos do outro em ponta de pés sem levantar a poeira que turva a vista».

Ainda esta manhã o Papa Francisco recebeu em audiência os participantes num colóquio ecuménico de religiosos e religiosas aos quais recordou três características que devem acompanhar a busca da unidade dos cristãos: «não há unidade sem conversão», «não há unidade sem oração» e «não há unidade sem santidade de vida»; e os estudiosos reunidos para o congresso internacional promovido pela faculdade de direito canónico da Pontifícia Universidade Gregoriana por ocasião do décimo aniversário da publicação da instrução «Dignitas connubii» para tratar as causas de nulidade matrimonial nos tribunais diocesanos e interdiocesanos.

Os textos integrais dos discursos do Papa:

no cinquentenário da abertura do Pontifício Instituto de estudos árabes e islâmicos

aos participantes no colóquio ecuménico dos religiosos e religiosas

ao congresso internacional promovido pela faculdade de direito canónico da Pontifícia Universidade Gregorianaao congresso internacional promovido pela faculdade de direito canónico da Pontifícia Universidade Gregoriana

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5 de Dezembro de 2019

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