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O dever da integração

· O Papa Francisco para o cinquentenário da «Populorum progressio» ·

«Só o caminho da integração entre os povos consente à humanidade um futuro de paz e de esperança», reafirmou o Papa Francisco ao receber em audiência na manhã de terça-feira, 4 de abril, na sala do Sínodo, os participantes no congresso promovido pelo dicastério para o serviço do desenvolvimento humano integral no cinquentenário da Populorum progressio.

Recordando que o conceito de «desenvolvimento integral» é uma das chaves da encíclica de Paulo VI, o Pontífice refletiu sobre o significado do verbo «integrar» – «que aprecio muito», confidenciou – indicando-o como «uma orientação fundamental» inclusive para a atividade do dicastério promotor da iniciativa.

Trata-se antes de tudo – explicou – de «integrar os diversos povos da terra», na consciência de que «o dever de solidariedade nos obriga a procurar modalidades de partilha justas, para que não haja aquela dramática desigualdade entre quantos têm demais e quantos nada têm, entre quem descarta e quem é descartado». Além disso, é preciso «oferecer modelos praticáveis de integração social», dando espaço ao «contributo de todos» para construir uma autêntica «convivência humana». Também é necessário «integrar no desenvolvimento todos os elementos que o tornam verdadeiramente tal», de modo que não só «a economia, as finanças, o trabalho» mas inclusive «a cultura, a vida familiar e a religião» constituam, cada um no seu específico, «um momento irrenunciável deste crescimento». Por fim, devem ser reconhecidas e garantidas duas ulteriores formas de integração: uma entre a dimensão individual a dimensão comunitária, e outra entre corpo e alma. Quanto à primeira, Francisco lançou uma nova advertência contra o individualismo, pondo de sobreaviso também contra as «visões ideológicas» e os «poderes políticos que massacram a pessoa, a massificam e privam da liberdade sem a qual o homem não se sente homem». Para o Pontífice «o eu e a comunidade não concorrem entre si, mas o eu só pode amadurecer na presença de relações interpessoais autênticas e a comunidade é geradora quando o são todos e cada um dos seus componentes». E isto, explicou, «é válido ainda mais para a família, que é a primeira célula da sociedade». Por fim, o Papa evidenciou que o desenvolvimento não consiste «em ter à disposição cada vez mais bens, para um bem-estar só material». Na realidade integrar corpo e alma significa que «as obras de desenvolvimento só alcançarão deveras a sua finalidade se respeitarem o lugar no qual Deus está presente em nós e fala ao nosso coração».

Discurso do Papa 

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24 de Agosto de 2019

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