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​O crucifixo oferecido pelos operários

Por uma manhã o ambiente diário da oficina mecânica na área industrial da Cidade do Vaticano transformou-se numa igreja. Entre parafusos, chapas, tornos, brocas, molas e compressores, não faltaram o altar, o coro, os fiéis, os aparelhos de áudio, a música, as flores e os paramentos litúrgicos. Foi neste barracão, adaptado como nave para a concelebração eucarística, que operários, trabalhadores, empregados e responsáveis dos serviços técnicos do Governatorato receberam o Papa na manhã de 7 de julho.

Francisco chegou de carro diante do barracão e saudou os numerosos operários que o aguardavam em uniforme de trabalho. Entre selfies e apertos de mão, saudou-os e depois foi ao centro do laboratório, onde tinha sido montado o altar para a missa concelebrada pelo padre Rafael García de la Serrana Villalobos, diretor dos Serviços técnicos do Governatorato, e pelo agostiniano Bruno Silvestrini, pároco de Santa Ana. Nas intenções dos fiéis rezou-se pelo Papa, pelos bispos, pelos trabalhadores, pelos desempregados e para que o ganho e o trabalho não tornem o homem escravo. Recitou-se uma prece também por todos os defuntos e por Luigi, pai do ajudante de Câmara do Pontífice, Sandro Mariotti. Francisco proferiu a homilia e depois disse algumas palavras também no final da missa, durante a qual distribuiu a comunhão aos participantes.

Recordou que Luigi era empregado do serviço de construção e que por vezes era enviado a fazer trabalhos até nos aposentos de João Paulo II. Uma tarde, o operário ainda trabalhava quando o Papa Wojtyła regressou e, vendo-o, perguntou-lhe por que estava ali até àquela hora. Perguntou-lhe ainda se tinha filhos e quando o operário lhe respondeu que tinha quatro, o Papa convidou-o a ir para casa porque, disse-lhe, àquela hora um pai deve estar com os seus filhos.

Em seguida, o padre Bruno Silvestrini saudou Francisco em nome de todos os presentes, frisando que já há oito anos, a cada primeira sexta-feira do mês, alternadamente, os pavilhões do centro industrial do Vaticano «tornam-se uma pequena grande igreja»: com efeito, os operários preparam o altar — ajudados pelas irmãs franciscanas missionárias de Maria — e adornam os locais, dispõem as flores, preparam os cantos e as orações» e participam sempre numerosos na celebração da missa.

No final, o diretor dos Serviços técnicos doou ao Papa um crucifixo, realizado para esta ocasião pelos trabalhadores de todos os setores técnicos: os carpinteiros prepararam a base, os eletricistas o primeiro tronco, os hidráulicos os dois braços encimados por um parafuso e os serralheiros a figura de Jesus em ferro forjado.

Enfim, os operários que compunham o coro dedicaram ao Pontífice uma canção do compositor argentino contemporâneo Fito Páez, Yo vengo a ofrecer mi corazón escrita em 1985. O Papa concluiu a visita — que durou quase uma hora e meia — no laboratório de carpintaria, tomando um café com os presentes. (nicola gori)

Homilia do Papa 

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18 de Agosto de 2019

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