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O Credo dos papagaios

· Missa do Papa em Santa Marta ·

O cristão não repete o Credo de cor como um papagaio e não vive como um eterno «derrotado», mas confessa a sua fé integramente e tem a capacidade de adorar a Deus, levantando assim o termómetro da vida da Igreja. Para o Papa Francisco «confessar e confiar-nos» são duas palavras-chave que alimentam e reforçam a atitude de quem crê, porque «a nossa fé é a vitória que venceu o mundo» como escreve o apóstolo João na sua primeira carta. O Pontífice afirmou-o na missa celebrada na manhã de sexta-feira, 10 de Janeiro, na capela da Casa de Santa Marta.

O Papa Francisco retomou o fio condutor da meditação do dia anterior, continuando a sua reflexão centrada na primeira carta de João. O qual, explicou, «insiste, evidencia muito aquela palavra que para ele é como a expressão da vida cristã: permanecer, permanecer no Senhor». E «nestes dias – prosseguiu – vimos o que» João entende com este permanecer: nós no Senhor e o Senhor em nós. Isto significa permanecer no amor, porque os dois principais mandamentos são os do amor a Deus e ao próximo».

Portanto, para João o centro da vida cristã é «permanecer no Senhor e o Senhor em nós, permanecer no amor. Portanto, a pergunta fundamental que devemos formular a nós mesmos é: «Que significa esta fé?». A propósito, o Papa Francisco recordou como Jesus falava da fé e demonstrava a sua força, como podemos deduzir dos episódios evangélicos da mulher hemorroíssa, da cananeia, do homem que se aproximava para pedir uma cura com fé – «é grande a tua fé!» – e do cego de nascença. O Senhor, recordou, «dizia também que o homem que tem uma fé como a semente de mostarda pode mover montanhas».

Portanto, devemos «confessar a fé». E confessá-la «integralmente, não uma parte. Toda!». Mas, acrescentou, dvemos também «conservá-la integralmente como chegou até nós pelo caminho da tradição. Toda a fé!». Depois o Pontífice indicou «o sinal» para reconhecer se confessamos «bem a fé». De facto «quem confessa bem a fé, toda a fé, tem a capacidade de adorar a Deus». É um «sinal» que pode parecer «um pouco estranho – comentou o Papa – porque sabemos como pedir a Deus, como dar graças a Deus. Mas adorar a Deus, louvar a Deus é algo mais. Só quem tem esta fé forte é capaz de adoração».

«Para permanecer no Senhor, para permanecer no amor – repetiu – é necessário o Espírito Santo, da parte de Deus. Mas da nossa parte: confessar a fé que é um dom e confiar-nos ao Senhor Jesus para adorar, louvar e sermos pessoas de esperança». O Papa Francisco concluiu a homilia com o pedido de que «o Senhor nos faça compreender e viver esta bonita frase» do apóstolo João apresentada pela liturgia: «E foi esta a vitória que venceu o mundo: a nossa fé».

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20 de Novembro de 2018

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