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O cântico dos povos latino-americanos

· ​Na festa da Virgem de Guadalupe o Papa convidou a defender a riqueza das diversidades culturais ·

Sob a cúpula de São Pedro ressoaram as mesmas notas que no início do século XVIII se difundiam entre as florestas e nas aldeias das reducciones dos jesuítas no Paraguai. Na missa celebrada na basílica pelo Papa Francisco para a festa da Virgem de Guadalupe, a companhia musical do Domenico Zipoli Ensemble, guiada pelo maestro Giorgio Fornasier, acompanhou alguns momentos da liturgia – o introito, o ofertório, a comunhão e a procissão final – executando trechos compostos pelo célebre músico jesuíta e ensinados pelos missionários aos indígenas das reduções. E para o Agnus Dei o grupo de músicos e cantores vénetos escolheu executar uma parte da missa composta por um índio, Francisco Varayu, aluno de Zipoli. Assim a oração cantada não só uniu os séculos como um fio invisível, mas superou também as distâncias do oceano para prestar homenagem à Virgem padroeira do México e de toda a América Latina. O rito – dirigido pelo mestre das celebrações litúrgicas pontifícias, monsenhor Guido Marini – foi precedido pela recitação do rosário, guiado pelas religiosas de vários institutos espanhóis. A eles juntaram-se os fiéis das comunidades latino-americanas e filipinas residentes em Roma, delegações oficiais provenientes do México e da Argentina e numerosos membros da Cúria romana e do corpo diplomático acreditado junto da Santa Sé. Entre os presentes, Guzmán Carriquiry, secretário encarregado da vice-presidência da Pontifícia Comissão para a América Latina, e os participantes na conferência organizada para o vigésimo quinto aniversário da fundação Populorum progressio.

Na homilia o Papa Francisco frisou que é necessário «defender os nossos povos de uma colonização ideológica que cancela as suas riquezas, quer eles sejam indígenas, afro-americanos, mestiços, camponeses ou habitantes das periferias».

Homilia do Papa 

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22 de Agosto de 2019

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