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O caminho dos mártires

· À comissão mista para o diálogo entre católicos e ortodoxos orientais o Papa recordou os cristãos perseguidos e no dia da memória convidou a não esquecer as vítimas da Shoah ·

O Papa Francisco voltou a invocar «o fim dos conflitos» nos países ensanguentados pela violência e pelo extremismo fundamentalista, garantindo que tem particularmente «a peito os bispos, os sacerdotes, os consagrados e os fiéis, vítimas de sequestros cruéis, e todos aqueles que foram feitos reféns ou reduzidos à escravidão». O apelo do Pontífice ressoou durante a audiência aos membros da comissão mista internacional para o diálogo teológico entre a Igreja católica e as Igrejas ortodoxas orientais, recebidos no Vaticano na sexta-feira 27 de janeiro, dia em que no mundo inteiro foram comemoradas as vítimas da Shoah. Uma recordação à qual quis unir-se também Francisco, que de manhã se encontrou com uma delegação do European Jewish Congress. «Hoje desejo fazer memória no coração de todas as vítimas do holocausto». Os seus sofrimentos, as suas lágrimas nunca sejam esquecidos» escreveu depois num tweet postado no account @Pontifex.

No discurso dirigido à comissão mista entre católicos e ortodoxos o Pontífice fez referência às situações de «trágico sofrimento» em que vivem as comunidades religiosas das regiões orientais: situações que, explicou, «se enraízam mais facilmente em contextos de pobreza, injustiça e exclusão social, devidas também à instabilidade gerada por interesses particulares, muitas vezes externos, e por conflitos precedentes, que produziram condições de vida miseráveis, desertos culturais e espirituais nos quais é fácil manipular e instigar ao ódio».

«Todos os dias – sublinhou – as vossas Igrejas estão próximas dos sofrimentos, chamadas a semear a concórdia e a reconstruir pacientemente a esperança, confortando com a paz que vem do Senhor, uma paz que juntos devemos oferecer a um mundo ferido e dilacerado». A este propósito, o Papa recordou o sacrifício dos mártires católicos e ortodoxos «que deram corajosamente testemunho de Cristo e alcançaram a unidade plena». Precisamente as suas vicissitudes demonstram que «ali onde violência chama violência e violência semeia morte», a resposta dos crentes deve ser «o fermento puro do Evangelho que, sem ceder às lógicas da força, faz brotar frutos de vida também da terra árida».

Neste sentido, os mártires «mais uma vez nos indicam o caminho: quantas vezes o sacrifício da vida levou os cristãos, caso contrário divididos em muitas questões, a estar unidos». Mesmo se pertencentes a tradições eclesiais diversas, eles «já são em Cristo um só». A sua oferta é uma chamada «a percorre mais rapidamente o caminho rumo à unidade plena». E assim como na Igreja primitiva «o sangue dos mártires foi semente de novos cristãos», também hoje «o sangue de numerosos mártires – foi o auspício de Francisco – seja semente de unidade entre os crentes, sinal e instrumento de um porvir em comunhão e em paz».

Discurso do Papa  

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22 de Agosto de 2019

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